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Vamos falar de inclusão

Não sei se você sabe, mas falas como: “a convivência com alunos com deficiência é impossível”, ou “alunos c/ deficiência atrapalham”, revelam a vontade de aprisionar PESSOAS, de excluí-las da convivência social. Fundamentados em quê? Na vontade pela vontade de excluir por excluir quem apresenta um caminho de desenvolvimento diferente da maioria! Essa é a verdade.

Da Antiguidade até o séc. XIX, as pessoas c/ deficiência foram EXCLUÍDAS socialmente. Quem nascesse c/ alguma deficiência era lançado ao mar, sacrificado. A lógica vigente era a de que a PcD não era uma pessoa como você e eu. Já parou p/ pensar se vc tivesse nascido nesta época?!

Na fase da SEGREGAÇÃO, do séc. XIX e primeira metade do séc. XX, as PcDs foram vistas pela sociedade como alvo de caridade. Ficavam reclusas em suas casas ou muitas delas foram para as instituições assistencialistas ou pela Igreja Católica, que ‘cuidavam’ destes sujeitos, pois eram abandonados por suas famílias.

Na INTEGRAÇÃO, escolas/classes especiais são criadas e esse modelo perdura da déc. de 1950 - 1980. Aqui, a ideia é: a sociedade ‘aceita/permite’ que você circule nos espaços sociais, desde que, você tenha capacidade para. Não há nenhum esforço das instituições sociais p/ repensar a organização dos espaços físicos para que as PcDs pudessem participar destes espaços com autonomia. As crianças iam p/ as escolas especiais e ficavam lá por anos e anos, sem aprender!!! SEM APRENDER!!!

A perspectiva da INCLUSÃO é de 1994 até os dias atuais. Aqui, há o deslocamento da ‘responsabilização’ (antes) do indivíduo com PcD para a sociedade e não o contrário. E é por todo esse triste percurso que continuamos dizendo que pessoas c/ deficiência são sujeitos de DIREITOS conquistados por lutas e movimentos sociais. Porque, como eu costumo dizer: INCLUSÃO É DIREITO E NÃO UM FAVOR! É preciso mudar a escola e não de escola. Escolas especiais não são a solução e nunca serão!!! Se você também pensa assim, vamos em frente, porque retroceder não é uma opção!

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