Nem sempre as crianças se desenvolvem plenamente ou da forma esperada pelos pais. Algumas limitações podem se manifestar logo ao nascer, outras vão sendo identificadas aos poucos.
A deficiência visual, por exemplo, pode dar indícios quando o bebê não fixa os olhos em nada nem ninguém, parece alheio ao que acontece a sua volta ou demora a se movimentar sozinho pela casa. Já os bebês com deficiência auditiva tendem a continuar dormindo mesmo com barulho, e a não responder quando chamados, além de não falar muito.
Diagnosticada a doença, é fundamental buscar informações corretas para ajudar a criança a se desenvolver da forma mais independente possível.
No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45.606.048 brasileiros, 23,9% da população total, têm algum tipo de deficiência – visual, auditiva, motora e mental ou intelectual. A prevalência da deficiência variou de acordo com a natureza delas. A deficiência visual apresentou a maior ocorrência, afetando 18,6% da população brasileira. Em segundo lugar está a deficiência motora, ocorrendo em 7% da população, seguida da deficiência auditiva, em 5,10% e da deficiência mental ou intelectual, em 1,40%.
As deficiências podem ter origem genética, surgir no período de gestação, em decorrência do parto ou nos primeiros dias de vida do bebê. Podem ainda ser consequência de doenças transmissíveis ou crônicas, perturbações psiquiátricas, desnutrição, abusos de drogas, traumas e lesões.
Algumas medidas preventivas podem evitar muitos casos. Os exames pré-natais e pós-natais, como os testes da orelhinha e do pezinho, servem para verificar se alguma doença genética se manifestou.
Os exames e um bom atendimento pediátrico nas primeiras horas de vida extrauterina são muito importantes. Durante e após o parto também podem surgir infecções que resultam em meningite e lesão do sistema nervoso central.
Além das deficiências identificadas na gestação, há também as causadas por acidentes. A imprudência no trânsito, por exemplo, é a principal responsável por mutilar e provocar lesões em milhares de pessoas todos os anos. Segundo o Denatran, mais de 501 mil brasileiros são vítimas não fatais de acidentes em ruas e estradas todos os anos, muitos deles ficando com lesões permanentes.






