
São complicações que levam à limitação da mobilidade e da coordenação geral, podendo também afetar a fala, em diferentes graus. As causas são variadas - desde lesões neurológicas e neuromusculares até má-formação congênita - ou condições adquiridas, como hidrocefalia (acúmulo de líquido na caixa craniana) ou paralisia cerebral.
As crianças com deficiência física, em geral, têm dificuldades para escrever, em função do comprometimento da coordenação motora. O aprendizado pode se tornar um pouco lento, mas, exceto nos casos de lesão cerebral grave, a linguagem é adquirida sem grandes empecilhos.
Os principais tipos de deficiência física, segundo o Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999, são: paraplegia, perda total das funções motoras dos membros inferiores; tetraplegias, perda total da função motora dos quatro membros e hemiplegia, perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo. Ainda são consideradas as amputações, os casos de paralisia cerebral e as ostomias (aberturas abdominais para uso de sondas).
Dependendo da área do cérebro afetada, a pessoa com deficiência física pode apresentar, também, dificuldades na aquisição da linguagem, na leitura, na escrita, na percepção espacial e no reconhecimento do próprio corpo.
Uma coisa muito comum quando pessoas começam a se interessar pelo universo da acessibilidade são as dúvidas sobre as diferentes nomenclaturas. PCD, deficiente ou pessoa com deficiência? Deficiência mental ou deficiência intelectual? Cego ou deficiente visual? Essas e outras perguntas acabam sempre surgindo. E, quando falamos de surdez, a maior dúvida é: qual é o termo mais correto, deficiente auditivo ou surdo?
Nenhuma das duas é mais certa, porque nenhuma das duas é exatamente errada! E a gente vai te explicar qual é a diferença entre ser uma pessoa surda ou com deficiência auditiva nesse pequeno guia sobre o assunto!
A principal diferença entre “Deficiente Auditivo” e “Surdo”
Do ponto de vista clínico, o que difere surdez de deficiência auditiva é a profundidade da perda auditiva. As pessoas que têm perda profunda, e não escutam nada, são surdas. Já as que sofreram uma perda leve ou moderada, e têm parte da audição, são consideradas deficientes auditivas.
Porém, levar em conta só a perspectiva clínica não é suficiente, já que a diferença na nomenclatura também tem um componente cultural importante: a Língua Brasileira de Sinais.
A importância da Libras para os surdos
Para quem não sabe, a Libras é uma língua (e não uma linguagem) reconhecida por lei no Brasil e possui estrutura e gramática próprias. Por ser uma língua visuoespacial, ela é um muito mais fácil de ser aprendida pelos surdos e por isso é o primeiro idioma da comunidade surda no país. E é aí que entra o aspecto cultural na diferenciação entre surdos e deficientes auditivos. O fator preponderante para a escolha de um ou outro termo é a participação na comunidade surda. As pessoas que fazem parte da comunidade se identificam como surdas, enquanto as que não pertencem a ela são chamadas de deficientes auditivas. Sob essa perspectiva, a profundidade da perda auditiva passa a não ter importância, já que a identidade surda é o que define a questão.
Para os surdos, a surdez não é uma deficiência – é uma outra forma de experimentar o mundo. Mais do que isso, a surdez é uma potencialidade, que abre as portas para uma cultura própria muito rica, que não se identifica pelo que ouve ou não. Na comunidade surda não há “perda auditiva”, mas sim um “ganho surdo”.
E como os surdos dependem da língua de sinais para se comunicar, é essencial que haja acessibilidade em Libras e todos os lugares, desde as escolas até a internet – o que não faz tanta diferença assim para quem é deficiente auditivo.
O deficiente auditivo e o mundo ouvinte
Diferentemente dos surdos, os deficientes auditivos têm uma identidade muito mais relacionada ao mundo ouvinte. Geralmente essas pessoas foram perdendo a audição com o tempo e não utilizam a Libras. Muitas delas se comunicam em português, fazendo leitura labial e dependendo de outros recursos assistivos, como as legendas.
Também é comum encontrar pessoas com deficiência auditiva que utilizam próteses auditivas ou implantes cocleares, justamente por também quererem fazer parte do mundo oralizado, além do mundo surdo.
Infelizmente, há casos em que pais ouvintes insistem na oralização de seus filhos surdos, por não conhecerem bem a comunidade surda e acreditarem que o mundo ouvinte é o único que existe. E como o português é uma língua muito fonética, é mais difícil para o surdo aprendê-la sem saber Libras primeiro. Como consequência, muitos surdos têm o desenvolvimento comprometido, uma vez que a cognição está fortemente relacionada ao desenvolvimento da linguagem.
Quem de nós nunca conheceu uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu ?Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem Transtorno Opositivo-Desafiador.
Tal quadro leva a severas dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu comportamento difícil. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras” tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.
Os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos
A associação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada e investigada em todas estas crianças para que sejam tomadas as medidas necessárias, a fim de prevenir problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. O ambiente doméstico costuma ser conturbado, com pais divergentes quanto ao modo de educar e conduzir o (a) filho (a) e de como estabelecer parâmetros, mas evidências mostram que existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento.
Com informações: Instituto NeuroSaber
Deficiência Auditiva: consiste na perda parcial ou total da capacidade de detectar sons, causada por má-formação (causa genética), lesão na orelha ou na composição do aparelho auditivo.
Surdez: é considerado surdo todo aquele que tem total ausência da audição, ou seja, que não ouve nada. E é considerado parcialmente surdo todo aquele que a capacidade de ouvir, apesar de deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. Entre os tipos de deficiência auditiva estão a condutiva, mista, neurossensorial e central.
Na deficiência auditiva condutiva ocorre interferência na condução do som desde o conduto auditivo externo até a orelha interna, e na maioria dos casos pode ser corrigido com tratamento clínico ou cirurgia. Já a neurossensorial ocorre quando há uma impossibilidade de recepção por lesão na orelha interna ou no nervo auditivo, esse tipo de deficiência é irreversível. A deficiência mista ocorre quando há ambas as perdas: condutiva e neurossensorial numa mesma pessoa. E a deficiência auditiva central, também conhecida como surdez central, não é necessariamente acompanhada de diminuição da sensitividade auditiva mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras.
A hiperatividade é um estado de atividade motora excessiva que pode se manifestar por sintomas de inquietação, nervosismo e movimentos excessivos onde as crianças estão sempre correndo, pulando e saltitando ao invés de andarem. É comum vê-las se esbarrando nas pessoas ou nos móveis, tropeçando, caindo e se machucando, pois quase sempre estão se colocando em lugares perigosos. Não raro, até para comer e ou assistir à TV o fazem de pé, andando de um lado a outro da casa. O sono costuma ser agitado, falam muito e mesmo dormindo giram o corpo na cama, podendo se tremer e balançar a perna para dormir.
Todo esse comportamento excessivo com frequência se acompanha de uma dificuldade de concentração e manutenção do foco para prestar atenção nas aulas, realizar as tarefas, ler, fazer os deveres de casa e até para brincar de forma calma e segura com os colegas. A fala é excessiva, podendo ser desorganizada pela “pressa para falar”, e por vezes é muito acelerada parecendo que vão gaguejar. Eles têm muita dificuldade em permanecerem quietos em casa, na escola, no parque ou em qualquer lugar.
Ainda assim, é importante distinguir a verdadeira hiperatividade dos comportamentos ativos e impulsivos exibidos pelas crianças normais. A hiperatividade, sendo um sintoma dimensional, varia de intensidade dentro de um espectro, fato que pode deixá-la sujeita à relativização do observador. Ou seja, um mesmo comportamento poderá parecer mais ou excessivo hiperativo ou até normal, dependendo das condições do observador, geralmente os pais ou os professores. Mas verdade seja dita, algumas crianças são nitidamente muito mais ativas do que outras aos olhos de qualquer um. Casos assim são muito mais sujeitos a problemas na escola e no social e muitas crianças hiperativas são muito infelizes e ansiosas, sendo alvo de bullying e de toda sorte de rejeição e punição em casa e na escola. O comportamento hiperatividade pode diminuir na adolescência e até desaparecer na vida adulta, embora seja muito comum a persistência das cicatrizes deixadas ao longo da vida.
Esse é um termo que se refere ao modo como o nosso cérebro é capaz de perceber, aprender, recordar e também processar as informações que foram captados pelos sentidos: visão, audição, paladar, tato e olfato.
Assim, o déficit cognitivo se configura como uma dificuldade nesse processo, sobretudo no aprendizado.
O que ocorre é uma limitação da capacidade mental de assimilar informações.
É importante lembrar que não existe um único padrão de déficit cognitivo, mas que a sua presença cria entraves em processos como a capacidade de raciocínio lógico, concentração, comunicação e aprendizagem.
O fator que costuma alertar os pais é a súbita queda do desempenho escolar. É possível também que a criança nunca tenha tido uma performance como a dos colegas de turma. Em vez de exigir mais do filho, os pais devem procurar compreender as suas limitações e dificuldades. Se estas estão relacionados à apenas uma matéria ou atividade ou se estendem-se para as demais esferas da vida escolar da criança.
Desatenção
A criança se distrai facilmente. É só aparecer um brinquedo novo, uma atividade diferente ou algum barulho um pouco alto que a concentração se esvai. Ela simplesmente para de ouvir você para ocupar a mente com outra coisa. Consequentemente, a desatenção também aparece na hora de fazer as tarefas da escola ou concluir afazeres domésticos simples.
Agitação incontrolável
O hiperativo não consegue permanecer quieto. Ele corre, anda pelo cômodo, mexe nos objetos ao seu redor e fala sem parar, tudo para conter a necessidade de estar sempre ocupando-se com algo. A criança nunca parece se cansar de suas artimanhas e demanda constante atenção dos pais. As pessoas costumeiramente confundem essa agitação com má criação, reprimindo a criança com sermões.
Tagarelice
A criança fala, fala e fala, interrompendo conversas com frequência. A fala excessiva acontece porque ela procura verbalizar seus pensamentos assim que possível para que ela mesma consiga compreendê-los. Caso contrário, pode até esquecer o que ia dizer ou do assunto principal.
Distração
Quebrar ou derrubar objetos por acidente é outro indicativo de TDAH. Com a cabeça no mundo da lua, a criança perde um pouco da percepção do ambiente e acaba ganhando fama de desastrada.
Na verdade, ela tem dificuldade para identificar todos os detalhes (objetos, móveis, pilares, degraus) de seus arredores. Neste caso, a criança também pode apresentar machucados arroxeados no corpo por bater acidentalmente em objetos e móveis.
Dificuldade de compreender instruções
Se seu filho não entende as suas orientações da primeira nem da segunda e terceira vez, é provável que ele seja hiperativo. A criança com TDAH não conclui ou não executa tarefas da forma indicada não porque é preguiçosa ou está com má vontade, mas, sim, porque não conseguiu compreender a totalidade do que foi falado.
Ansiedade
A ansiedade, neste contexto, é passageira. Incapaz de se acalmar, a criança acaba atropelando os amiguinhos e colegas. Se atravessa nas brincadeiras, responde as perguntas feitas pelos professores a outros colegas, e não aguenta esperar a sua vez em filas ou para realizar atividades escolares. Este sintoma também pode ser mal interpretado pelos demais, já que passam a rotular o seu filho de inconveniente.
Impulsividade
Provavelmente o tipo mais conhecido de deficiência motora, a paraplegia ocorre quando há perda dos movimentos dos membros inferiores. Sempre é resultado de lesões medulares, que podem ocorrer devido a:
doenças infecciosas, como a poliomielite;
doenças degenerativas ósseas;
paraplegia espástica infantil, uma doença congênita que afeta o córtex cerebral na primeira infância;
traumatismos na medula espinhal, que costumam decorrer de acidentes, principalmente os de trânsito.
A paraplegia pode ser reversível em alguns casos — por exemplo, quando não há corte na medula espinhal, somente lesão. No entanto, é preciso que haja intensa atenção médica e reabilitação por meio da fisioterapia.
Podemos dividir a paraplegia em flácida (quando há perda de tônus muscular) ou espástica (quando há aumento anormal do tônus — hipertonia). Ambas podem ocorrer na mesma pessoa, em diferentes regiões.
Quem é paraplégico necessita de uma boa cadeira de rodas, para se locomover pela casa e pela rua. Assim, é possível optar pela cadeira de rodas motorizada, que facilita na hora de se locomover sozinho.
Também é interessante utilizar acessórios que melhorem o conforto e evitem dores devido aos longos períodos que se passa sentado, como almofadas ergonômicas.