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O autismo é um transtorno de desenvolvimento que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 1 em cada 160 crianças no mundo. No Brasil, estima-se que existam cerca de 2 milhões de autistas. O diagnóstico ocorre geralmente entre os 2 anos e meio a 3 anos, e não existe cura para essa condição. Para dar visibilidade ao tema, foi escolhido o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo e, para que as ações ocorram no mês todo, foi criada a campanha Abril Azul. A ideia é mostrar as características e as dificuldades do transtorno, incentivando, dessa maneira, a inclusão do autista em sociedade, bem como a criação de políticas públicas voltadas para esse grupo.

Quer entender melhor os objetivos do Abril Azul, a importância de dar destaque para o transtorno e como sua clínica ou hospital pode participar dessa campanha? Acompanhe nosso post e comece a planejar ações para a data!

O que é Abril Azul?

A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo para dar visibilidade ao tema, já que o transtorno ainda é bastante desconhecido pela população. Assim, criou-se também a campanha Abril Azul para que o mês inteiro seja marcado com diversas ações voltadas para o autismo.

Por que a cor azul? Porque o autismo atinge muito mais os meninos do que as meninas (proporção de 4:1), fato que a ciência ainda não consegue explicar.

Qual a importância de conscientizar a sociedade sobre o autismo?

O Abril Azul é importante porque dá destaque ao transtorno do espectro autista (TEA), um distúrbio neurológico que pode afetar as áreas de comunicação, comportamento e interação social. Além disso, o autista pode ou não ter alguma deficiência intelectual. Em alguns casos, pessoas com o transtorno chegam a surpreender pela inteligência e são chamadas de autistas de alto funcionamento.

A campanha tem o papel de mostrar as características dessa condição especial, destacando que não é uma doença, ou seja, ninguém precisa se afastar de um autista. Pelo contrário: é preciso entender para incluir e ajudar.

Causas

Ainda não se sabe ao certo quais as causas para o distúrbio. Acredita-se que a maioria dos casos seja de origem genética: alguns genes seriam responsáveis por essa condição, mas os pesquisadores ainda buscam respostas mais claras sobre essa correlação. Porém, é fato que famílias com um filho autista têm mais chances de ter outro filho com o TEA.

A ciência trabalha ainda com causas ambientais, como complicações no parto ou o uso de medicamentos pela mãe durante a gravidez.

Criou-se um mito que determinadas vacinas, como a de sarampo, caxumba e rubéola, seriam responsáveis pelo autismo. No entanto, não há nenhuma pesquisa que comprove isso, e as famílias devem continuar vacinando seus filhos para não criarem um problema de saúde pública.

Sintomas

As ações da campanha devem deixar claro para a sociedade os sintomas do autismo, que podem variar de indivíduo a indivíduo. É possível que o autista tenha dificuldade para ficar em ambientes muito barulhentos e movimentados, não atenda quando chamado, seja muito agitado, goste de ficar sozinho ou ainda tenha o hábito de fazer movimentos repetitivos. Muitas pessoas no espectro têm ainda seletividade alimentar ou dificuldades para dormir.

Alguns sinais podem surgir logo nos primeiros meses, como bebês que não fazem contato visual, ficam quietos demais quando sozinhos, não estranham quando vão para o colo de estranhos, demoram a falar as primeiras palavras ou a engatinhar e andar. Por isso, é importante que os pais estejam informados para que possam procurar ajuda médica caso notem esses sintomas e investigar se é alguma característica do TEA.

Não existe um exame específico que detecta o transtorno. O diagnóstico é feito a partir do relato dos pais e avaliação médica. No entanto, em alguns casos, pode ser difícil fechar esse diagnóstico, ainda mais em crianças pequenas.

Tratamento

O TEA não tem cura, mas, com sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, entre outras terapias, é possível ajudar a criança a participar da rotina diária e também, aos poucos, se tornar independente. Em casos mais severos, de autistas que se batem ou ficam muito nervosos, por exemplo, a medicação prescrita pelo neurologista ou psiquiatra pode ajudar.

Em resumo, é essencial dar voz ao autismo, levando informação para a população e, desse modo, reduzir o preconceito. O Abril Azul também tem o papel de pressionar governos para que mais políticas públicas se voltem para esse grupo — como acesso às terapias e serviços de saúde, apoio às famílias, inclusão escolar e também ao mercado de trabalho.

Além disso, é preciso que os profissionais de saúde, como médicos e terapeutas, recebam um treinamento para que consigam identificar o TEA de forma precoce. Pesquisas científicas para trazer mais respostas sobre o autismo também devem ser incentivadas

Números e informações sobre autismo no Brasil e no mundo

O termo “Transtorno do Espectro do Autismo” passou a ser usado a partir de 2013, na nova versão do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, publicação oficial da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM-5, quando foram fundidos quatro diagnósticos sob o código 299.00 para TEA: Autismo, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação e Síndrome de Asperger. Na atual Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, o autismo recebe o código a 6A02 (antigo F84, na CID-10), atualizada em junho de 2018, também sob o nome de TEA.

Aproximadamente um terço das pessoas com autismo permanecem não-verbais (não desenvolvem a fala) — conforme estudos de 2005 e 2012.

Estima-se que um terço das pessoas com autismo tem algum nível de deficiência intelectual.

Há algumas condições clínicas associadas ao autismo com mais frequência, como: distúrbios gastrointestinais, convulsões, distúrbios do sono, Transtorno de Déficit da Atenção com Hiperatividade (TDAH), ansiedade e fobias — segundo estudos de 20122017 e 2018.

Em 2007, a ONU decretou todo 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo ( em inglês, World Autism Awareness Day), quando vários cartões-postais do mundo iluminam-se de azul em prol da causa para chamar a atenção da sociedade ao tema, como o Cristo Redentor, no Brasil, o Empire State, nos EUA, a CN Tower, no Canadá, a Torre Eiffel, na França, as pirâmides do Egito, entre outros.

No Brasil, a “Lei Berenice Piana” — Lei 12.764, de 2012, que criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, regulamentada pelo Decreto 8.368, de 2014 —  garante os direitos dos autistas e os equipara às pessoas com deficiência.

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do governo (CDC, na sigla em inglês: Centers for Disease Control and Prevention) estima a prevalência de autismo em 1 a cada 54 crianças naquele país — números divulgados em 26.mar.2020, referentes a pesquisa de 2016. O número de meninos é quatro vezes maior que o de meninas.

Estudos na Ásia, Europa e América do Norte dão conta de números entre 1% (1 para cada 100) e  2% (1 para cada 50) com autismo.

A ONU, através da Organização Mundial da Saúde (OMS), considera a estimativa de que aproximadamente 1% da população mundial esteja dentro do espectro do autismo, a maioria sem diagnóstico ainda.

No Brasil, temos apenas um estudo de prevalência de TEA até hoje, um estudo-piloto, de 2011, em Atibaia (SP), de 1 autista para cada 367 habitantes (ou 27,2 por 10.000) — a pesquisa foi feita apenas em um bairro de 20 mil habitantes da cidade. Segundo a estimativa da OMS, o Brasil pode ter mais de 2 milhões de autistas.

Um mapa online, do site Spectrum News, traz todos os estudos científicos de prevalência de autismo publicados em todo o planeta.

Os Estados Unidos ainda não têm nenhuma estimativa confiável da prevalência de autismo entre adultos, destacando que esta é uma condição vitalícia para a maioria das pessoas. A cada ano, cerca de 50 mil jovens com TEA cruzam a maioridade dos 18 anos nos EUA. No Brasil não há números a esse respeito.

Um estudo da Autism Speaks, em 2012, aferiu o custo anual do autismo para os EUA, de US$ 126 bilhões, e para o Reino Unido, £34 bilhões (US$ 54 bilhões).

A idade média de diagnóstico nos EUA é de 4 anos de idade, segundo estudo de 2018 em 11 estados. No Brasil, um estudo-piloto somente na cidade de São Paulo (SP), também em 2018, chegou ao número de 4 anos e 11 meses e meio (4,97) como idade média de diagnóstico de autismo, mas com uma variação bem grande — mais estudos devem ser feitos.

Há síndromes e outros transtornos neurológicos de origem genética ligados ao autismo como: Síndrome de Rett, CDKL5, Síndrome de Timothy, Síndrome do X Frágil, Síndrome de Angelman, Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Phelan-McDermid, entre outras.

Segundo pesquisa global de 2019, com mais de 2 milhões de pessoas, de 5 diferentes países, de 97% a 99% dos casos de autismo podem ter causa genética, sendo 81% hereditário; e de 1% a 3% apenas podem ter causas ambientais, ainda controversas, como, a idade paterna avançada ou o uso de ácido valpróico na gravidez. Existem atualmente mais de novecentos de genes (precisamente 913, em fev/2020) já mapeados e implicados como fatores de risco para o transtorno.

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Para mais informações entre em contato pelos telefones: (35) 3346-2000 ou 3346-1455. 

Para que avancemos na construção de uma sociedade inclusiva, importa muito o cuidado com as palavras que usamos para nos referirmos ao outro. Nas últimas décadas, a terminologia destinada ao tratamento de pessoas com algum tipo de deficiência (física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla) esteve em contínuo processo de reformulação, tendo em vista a evolução de nosso entendimento sobre o tema e a nossa visão de mundo em cada contexto histórico. No século passado, por exemplo, eram perfeitamente aceitáveis adjetivos como "inválidos", "excepcionais" e até "defeituosos". Basta nos lembrarmo no Brasil, significava Associação de Assistência à Criança Defeituosa.

Hoje, essas palavras são consideradas até ofensivas e devemos deixá-las para trás. E qual que é o termo considerado adequado? Hoje, recomenda-se o uso da expressão "pessoa com deficiência". Ela é adotada pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), principal referência internacional sobre esse assunto. Essa Convenção diz que a deficiência é resultante da combinação entre dois fatores: os impedimentos clínicos que estão nas pessoas (que podem ser físicos, intelectuais, sensoriais etc) .

 

E por que foram abandonadas as expressões "portador de deficiência" e "pessoa com necessidades especiais", vistas como tentativas de amenizar o estigma e o olhar negativo gerado pelas palavras? Ou seja, por que se optou por "pessoa com deficiência" (ou "aluno com deficiência" ou "profissional com deficiência" etc)? Em síntese, por dois fatores: esta expressão não disfarça a existência de uma diferença e evita a armadilha de partirmos para argumentos simplistas, como "no fundo, todo mundo é imperfeito". Por outro lado, favorece a consciência de que, em alguns casos, é necessário um tratamento desigual para que a gente promova equidade. 

Para que avancemos na construção de uma sociedade inclusiva, importa muito o cuidado com as palavras que usamos para nos referirmos ao outro. Nas últimas décadas, a terminologia destinada ao tratamento de pessoas com algum tipo de deficiência (física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla) esteve em contínuo processo de reformulação, tendo em vista a evolução de nosso entendimento sobre o tema e a nossa visão de mundo em cada contexto histórico. No século passado, por exemplo, eram perfeitamente aceitáveis adjetivos como "inválidos", "excepcionais" e até "defeituosos". Basta nos lembrarmos que a sigla AACD, de uma das organizações mais tradicionais e respeitadas nesse campo no ... - Veja mais em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/rodrigo-mendes/2020/07/10/portador-especial-deficiente-qual-o-termo-adequado.htm?cmpid=copiaecola

Para que avancemos na construção de uma sociedade inclusiva, importa muito o cuidado com as palavras que usamos para nos referirmos ao outro. Nas últimas décadas, a terminologia destinada ao tratamento de pessoas com algum tipo de deficiência (física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla) esteve em contínuo processo de reformulação, tendo em vista a evolução de nosso entendimento sobre o tema e a nossa visão de mundo em cada contexto histórico. No século passado, por exemplo, eram perfeitamente aceitáveis adjetivos como "inválidos", "excepcionais" e até "defeituosos". Basta nos lembrarmo no Brasil, significava Associação de Assistência à Criança Defeituosa.

Hoje, essas palavras são consideradas até ofensivas e devemos deixá-las para trás. E qual que é o termo considerado adequado? Hoje, recomenda-se o uso da expressão "pessoa com deficiência". Ela é adotada pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), principal referência internacional sobre esse assunto. Essa Convenção diz que a deficiência é resultante da combinação entre dois fatores: os impedimentos clínicos que estão nas pessoas (que podem ser físicos, intelectuais, sensoriais etc) .

 

E por que foram abandonadas as expressões "portador de deficiência" e "pessoa com necessidades especiais", vistas como tentativas de amenizar o estigma e o olhar negativo gerado pelas palavras? Ou seja, por que se optou por "pessoa com deficiência" (ou "aluno com deficiência" ou "profissional com deficiência" etc)? Em síntese, por dois fatores: esta expressão não disfarça a existência de uma diferença e evita a armadilha de partirmos para argumentos simplistas, como "no fundo, todo mundo é imperfeito". Por outro lado, favorece a consciência de que, em alguns casos, é necessário um tratamento desigual para que a gente promova equidade. 

Para que avancemos na construção de uma sociedade inclusiva, importa muito o cuidado com as palavras que usamos para nos referirmos ao outro. Nas últimas décadas, a terminologia destinada ao tratamento de pessoas com algum tipo de deficiência (física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla) esteve em contínuo processo de reformulação, tendo em vista a evolução de nosso entendimento sobre o tema e a nossa visão de mundo em cada contexto histórico. No século passado, por exemplo, eram perfeitamente aceitáveis adjetivos como "inválidos", "excepcionais" e até "defeituosos". Basta nos lembrarmos que a sigla AACD, de uma das organizações mais tradicionais e respeitadas nesse campo no ... - Veja mais em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/rodrigo-mendes/2020/07/10/portador-especial-deficiente-qual-o-termo-adequado.htm?cmpid=copiaecola

O Dia Internacional foi criado pela Síndrome de Down Internacional (Down Syndrome International) e seu reconhecimento oficial pela ONU, Organização das Nações Unidas, foi proposto pelo Brasil.

21 de março (21/3) se refere às 3 cópias do cromossomo 21 que as pessoas com síndrome de Down têm.

A Down Syndrome International lançou a data e o site global em 2006.

Em 2011, a Down Syndrome International pediu ao Brasil para propor que a data se tornasse parte do calendário das Nações Unidas.

A Assembléia Geral das Nações Unidas votou para tornar o dia oficial.

A população com deficiência, muitas vezes, é negligenciada de várias formas. A negligência, por si só, é a principal violência a que essas pessoas estão submetidas. Mas não é a única e todas elas precisam ser denunciadas.

Segundo relatório mais atual do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), de 2020, que diz respeito ao ano de 2019, foram registradas 12.868 denúncias de violências praticadas contra pessoas com deficiência. O grupo ocupa o terceiro lugar, com 8% do total, atrás de idosos (30%), e crianças e adolescentes (55%). As principais violências a que o grupo está submetido são: negligência (41%); violências psicológicas (22%) e físicas (15%); abuso financeiro (14%); e violência institucional (4%).

O Disque 100, principal canal de denúncias de violação de direitos humanos, pode ser considerado um “pronto socorro” dos direitos humanos e atende graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes e possibilitando o flagrante.

Saiba como denunciar uma situação de violência contra PcD:

Fonte: Apae Brasik 

A população com deficiência, muitas vezes, é negligenciada de várias formas. A negligência, por si só, é a principal violência a que essas pessoas estão submetidas. Mas não é a única e todas elas precisam ser denunciadas.

Segundo relatório mais atual do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), de 2020, que diz respeito ao ano de 2019, foram registradas 12.868 denúncias de violências praticadas contra pessoas com deficiência. O grupo ocupa o terceiro lugar, com 8% do total, atrás de idosos (30%), e crianças e adolescentes (55%). As principais violências a que o grupo está submetido são: negligência (41%); violências psicológicas (22%) e físicas (15%); abuso financeiro (14%); e violência institucional (4%).

O Disque 100, principal canal de denúncias de violação de direitos humanos, pode ser considerado um “pronto socorro” dos direitos humanos e atende graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes e possibilitando o flagrante.

Saiba como denunciar uma situação de violência contra PcD: 

#PraCegoVer: fotografia de uma criança, sentada no chão, abraçando as próprias pernas, de perfil, contra a luz, com expressão triste. Texto: Denuncie a violência contra pessoas com deficiência. Humanizaredes.gov.br. O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Proteja Brasil. Disque 100. Apae Brasil. 
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Thethe Cristina, Eduardo Gonçalves e outras 64 pessoas
 
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Autismo é um espectro vasto, e diversificado não existem autistas iguais, todos são diferentes. Os fatores das crises e o jeitos das crises também podem ser diferentes.

As crises são por causa da super sensibilidade sensorial que causa estresse, ou da frustração com algo e outros pequenos fatores ...

Nos momentos de crises pode haver choros, agressividade, em alguns casos autoagressão. Em criança algo comparado a uma pirraça terrível, mal criação, birras .

As crises doem, perturbam, desnorteia, e são incontroláveis ou seja e algo involuntário, é uma disfunção sensorial muito forte, causadas por barulhos, luzes, quebra de rotina, coisas novas, muitos estímulos visuais e auditivos ao mesmo tempo, e outros fatores que podem causar uma crise.

Agora irei dar umas dicas de como vocês podem ajudar um autista em crise.

#Abafe os estímulos auditivos, ruidos e outros.

#Músicas clássicas pra alguns funcionam, MPB, ou cantar algo que gostem de ouvir.

#Massagem nas costas, pernas, e no coro da cabecinha .

#Banho. (água pode ajudar a tranquilizar a pessoa com TEA).

#Abraços apertados, podem dar sensação de segurança e conforto.

Essas são dicas mais usadas pelas mães, não significa que vão funcionar pra todos.

O melhor a se fazer quando ainda não se descobriu o que vai ajudar seu filho ou familiar com TEA, e tirar tudo que o possa machucar, e aguardar a pessoa se acalmar de Uma crise.(respeite os momentos de crise não são drincadeira)

Todo autista e um indivíduo único, e existem diferentes possibilidades para que ele(a) se acalme, basta tentar descobrir para auxiliar nesses momentos de desorganização comportamental.

Quem ama protege , e quem não ama ainda assim e obrigado a respeitar .

Texto :Deborah Helena

O que é a Síndrome de Asperger?

Trata-se de um transtorno oriundo de uma desordem genética que apresenta características muito parecidas com o autismo. Afeta geralmente crianças do sexo masculino. Seus sintomas podem surgir logo nos anos iniciais de vida da criança. Os portadores da síndrome apresentam dificuldade de socialização.

Hoje, sabe-se que o Asperger é uma forma mais branda de autismo que se caracteriza por uma série de sintomas capazes de causar sofrimento no paciente, principalmente devido ao comprometimento da interação social.

Dessa maneira, podemos enquadrar a Síndrome de Asperger como sendo um Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD) que afeta, especialmente, as capacidades de se socializar e se comunicar do paciente. A consequência é uma dificuldade da pessoa interagir socialmente e de se relacionar com os demais.

Por falta de conhecimento a respeito do transtorno, muitos equívocos acontecem, confundindo  o problema com depressão, esquizofrenia ou perturbação obsessivo compulsiva entre outros.

É importante destacar que os portadores dessa síndrome não sofrem nenhum atraso cognitivo ou de desenvolvimento da fala, apesar disso, muitas vezes devido aos estereótipos e os padrões de comportamentos cruéis impostos pela sociedade, são consideradas pessoas estranhas.

Há alguns anos, havia pouca informação sobre o autismo e a Síndrome de Asperger. O diagnóstico era, na maioria dos casos, tardio e não havia um delineamento certo sobre o tratamento. Hoje em dia, devido aos avanços ocorridos essa situação está melhorando e as intervenções podem ser mais eficazes.

Transtornos do Espectro Autista (TEA)

Uma das dúvidas muito comuns dos pais que recebem o diagnóstico de Asperger é se os seus filhos são autistas. Em 2013, foi lançada uma nova versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, com alterações significativas para a comunidade médica. Entre elas está, principalmente, o uso de novos diagnósticos e alterações de nomes de condições e doenças que já eram catalogadas.

Assim, a partir desse ano, tanto a Síndrome de Asperger como o Autismo passaram a englobar uma nova denominação: o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dessa maneira, a comunidade médica passou a encarar o asperger como uma maneira mais “branda” de autismo.

A principal diferença do surgimento do TEA é a capacidade de diagnosticar diferentes tipos e níveis de autismo, baseado, principalmente, no quanto o paciente tem de comprometimento na comunicação e interação social.

Dessa maneira, podemos entender que sim, o Asperger é um tipo de autismo, porém, mais brando, ou seja, que não afeta de forma muito radical a capacidade de comunicação e interação da criança, permitindo que ela tenha uma vida normal – desde que seja acompanhada pelos profissionais certos.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, a síndrome é considerada como um autismo “nível 1”. Ou seja, ela não cursa com danos intelectuais ou verbais. Por isso, embora possua semelhanças com o autismo, os pacientes com Asperger não sofrem com atrasos no desenvolvimento da fala e nem déficits cognitivos de forma mais acentuada.

Como os sintomas são mais brandos, o Asperger também costuma ser diagnosticado mais tardiamente do que o Autismo. Este último, por trazer sintomas mais acentuados, costuma ser percebido de forma precoce, quando a criança tem de 1 a 3 anos.

Como identificar a Síndrome de Asperger?

A Síndrome é um comprometimento neurológico que atinge aproximadamente de 3 a 7 em cada 1.000 crianças. São diversos sintomas e não há uma precisão de comportamentos para se estabelecer um diagnóstico. No entanto, vários comportamentos podem sugerir a síndrome.

Vale ressaltar que é extremamente importante uma investigação antes de tomar posse de um diagnóstico precipitado, já que isso pode trazer consequências graves. Veja alguns sintomas comuns em pessoas que têm a síndrome.

Uma pessoa com Asperger não tem prejuízo linguístico, porém, a sua linguagem oral pode apresentar algumas características interessantes. Por exemplo, é comum que ela use em seu repertório um vocabulário diferente com palavras que não fazem parte do nosso cotidiano.

Dificuldade para decifrar linguagens não verbais

A comunicação verbal com uma pessoa que tem a síndrome pode acontecer normalmente. Entretanto, ela vai ter dificuldade em entender outros aspectos das nossas relações, como o uso da linguagem corporal, a expressão de emoções e as brincadeiras com as palavras (ironias, piadas de duplo sentido etc).

Inadequação às regras sociais

Por ter Asperger, a aprendizagem social é um desafio para as pessoas. Assim, compreender algumas regras nas relações é algo muito complexo. Portanto, é normal, por exemplo, que os pais precisem alertar a criança o tempo todo para aguardar a sua vez de falar e não interferir na fala dos outros indivíduos.

Introspecção

A individualidade e a independência são comportamentos presentes nos portadores de Asperger. Normalmente, há dificuldade de iniciar ou manter conversas, necessitando passar um tempo maior sozinhas. Além disso, a empatia não é uma habilidade muito presente. Para entender o que as outras pessoas estão sentindo, elas precisam que isso seja comunicado verbalmente de forma clara.

Apego à rotina

Lidar com muitos estímulos gera desorganização e incômodo às pessoas com esse transtorno. Por isso, elas preferem um cotidiano rígido e não gostam de passar por mudanças. Ter um cronograma e horários organizados facilita muito a vida. As atividades fora da rotina, mesmo que sejam prazerosas, precisam ser planejadas.

Fixação por uma área de interesse

Junto do apego à rotina, as pessoas com a Síndrome têm também interesses limitados. Geralmente, elegem uma área principal e focam muito da sua energia nela. Esse é um dos motivos pelos quais elas alcançam sucesso profissional, mesmo com tantas dificuldades de interação.

Alguns ficam, inclusive, famosos pelos seus feitos. Conheça algumas personalidades que apresentam ou apresentaram sintomas da Síndrome de Asperger:

Messi, jogador de futebol;

Bill Gates, inventor do sistema Windows;

Van Gogh, pintor;

Albert Einstein e Isaac Newton, cientistas.

Comportamentos repetitivos

É comum que uma pessoa com asperger se envolva durante horas em uma mesma atividade. Ao observar crianças com a síndrome, um comportamento que chama atenção são as brincadeiras muito repetitivas. Elas também são capazes de conversar por muito tempo sobre o mesmo assunto, fazendo descrições ricas e em detalhes de um jogo que gostam, por exemplo.

Dificuldade para lidar com as emoções

Quem tem esse transtorno se sente mais à vontade em situações racionais. Lidar com aspectos emocionais, seja dele mesmo ou dos outros, é bastante cansativo. É comum que a pessoa se sinta exausta depois de um período prolongado de socialização, por exemplo. Também pode haver um quadro de hipersensibilidade a estímulos sensoriais, como barulhos, luzes ou toque.

Como é realizado o diagnóstico?

Pelo que você percebeu, muitos sintomas do Asperger podem se confundir facilmente com situações cotidianas ou características de personalidade. Você provavelmente conhece pessoas tímidas e de pouco envolvimento social. É possível até que você seja uma delas. Por isso, diagnosticar essa condição é algo bastante delicado e só deve ser feito por profissionais competentes.

É recomendado que o diagnóstico seja concluído por uma equipe multidisciplinar, composta por um neurologista ou psiquiatra, por psicólogos clínicos e educacionais, sem precipitação com muita cautela e profissionalismo.

O psiquiatra, ou psicólogo, realiza um profundo trabalho de investigação. É preciso conhecer o contexto de vida da pessoa, a sua história e a qualidade das suas interações sociais em diferentes cenários de convívio familiar, escolar e profissional. Também são feitos diversos testes e exames para compreender a situação de forma global.

Esse diagnóstico acontece com mais frequência na infância, normalmente a partir da entrada na escola, pois nesse período, ficam mais claras as dificuldades de interação. Entretanto, como esse transtorno era pouco conhecido há alguns anos, ainda são feitos diagnósticos tardios – muitas pessoas chegam à vida adulta convivendo com os sintomas sem investigá-los.

Quais os principais grupos de risco?

Embora as causas do autismo e do Asperger ainda sejam obscuros para a medicina, estudos recentes mostram que há uma forte ligação genética com o problema.

Por isso, as crianças que possuem parentes próximos com algum Transtorno do Espectro Autista têm chances maiores de virem a desenvolver a Síndrome ou outro tipo de autismo. Além disso, os meninos estão mais predispostos a sofrerem com o problema do que as meninas.

Embora essa última informação ainda esteja sendo estudada pela ciência. Estudos recentes mostram que, na verdade, as meninas com Asperger conseguem “fingir” melhor em situações sociais – o que dificulta o diagnóstico que passa a ser feito apenas tardiamente, fazendo com que os médicos acreditem que essa é uma condição mais aparente em meninos.

Outro dado é que nas garotas o Asperger pode ter sintomas diferentes, já que elas conseguem imitar melhor as reações das outras pessoas em ambientes sociais, mascarando e dificultando o diagnóstico.

Quais são as principais causas da Síndrome?

A ciência ainda não tem clara as causas que levam ao Asperger. O que se sabe é que os transtornos do especto autista possuem relação com fatores genéticos. Mas, também, acredita-se que a família é capaz de influenciar na parte social – que é uma das características da doença.

Ou seja, os pesquisadores já entendem que há um componente genético, contudo o modo como a criança é criada e os laços afetivos familiares também podem ter relação com as dificuldades de interação social, linguagem, comportamento e habilidades sociais que os pacientes com Asperger apresentam.

Os conflitos tendem a surgir logo na infância, quando os pais querem que o filho tenha comportamentos semelhantes aos das outras crianças. Muitos insistem para que ela jogue bola, por exemplo, não compreendendo que ela prefere ler sobre aviões ou outro tema do seu interesse.

Embora já tenhamos avançado muito no mapeamento de sintomas e nas opções de tratamento, as causas do autismo e do Asperger ainda não estão completamente esclarecidas. Sabe-se que se trata de um transtorno neurobiológico, que tem relação com alterações no funcionamento cerebral.

É importante ressaltar que os portadores dessa Síndrome não são limitados (como algumas pessoas podem pensar). Pelo contrário, eles possuem habilidades intelectuais bem elevadas, mas para conseguirem se desenvolver plenamente precisam ser estimulados nas suas áreas de habilidades específicas, garantindo que terão as mesmas condições de alcançarem o sucesso em suas vidas profissionais.

Após várias pesquisas sobre o autismo, alguns estudiosos da área de saúde mental elencaram causas comportamentais, como a falta de interação da mãe com o bebê ou algum tipo de abuso. Relações desse tipo, entretanto, não são comprovadas cientificamente. Atualmente, as pesquisas indicam maior relação com fatores genéticos e disfunções cerebrais.

Como funciona o tratamento?

Precisamos ressaltar que a Síndrome de Asperger não tem cura. Contudo, o diagnóstico precoce e a intervenção terapêutica correta conseguem oferecer a essas crianças chances de se desenvolverem melhor e tornarem-se adultos mais independentes.

Como em todo e qualquer tratamento, o portador do asperger precisa ser compreendido e respeitado, deve-se evitar julgamentos e comparações, cada pessoa é única. É importante que a família busque ajuda de um psicólogo para que construam juntos as melhores estratégias e proporcione melhor qualidade de vida para o paciente.

Nos últimos anos, com o aumento da demanda e as pesquisas nessa área, surgiram diversas opções de tratamentos interdisciplinares para facilitar a rotina de quem tem a síndrome, bem como viabilizar mais segurança e informações para a família.

O tratamento medicamentoso com psiquiatra pode ser necessário para controlar alguns sintomas, como a agitação ou ansiedade excessivas, mas não é a única opção como era antes, hoje o apoio psicológico é tão necessário que em determinados casos é mais viável do que o próprio medicamento. Portanto, se tornou um aliado importante para o tratamento.

O apoio psicológico é a possibilidade que a pessoa tem de compreender suas vivências, expor suas angústias, medos, ter maior contato com as próprias emoções, aprender importantes habilidades sociais e superar os diversos desafios diários, sem se preocupar em ser julgada, ou seja, é o espaço no qual poderá se despir de tudo aquilo que a incomoda.

Além desses atendimentos, é comum que crianças e adultos com Síndrome de Asperger se envolvam em outras terapias. Podem ser benéficas, por exemplo, fonoaudiologia e psicopedagogia. Aliar isso com tratamentos alternativos também costuma dar bons resultados — alguns pesquisadores têm trabalhado com os benefícios da interação entre pessoas autistas e animais de estimação.

Uma parte importante do tratamento é a educação dos pais e de pessoas próximas. Geralmente, os profissionais realizam breves orientações com a família, para que ela também aprenda a lidar melhor com as particularidades do problema. Quando todos entendem os desafios e aprendem a se comunicar, a melhora é significativa.

O Transtorno Afetivo Bipolar é uma doença que caracteriza-se por episódios repetidos, nos quais o humor e os níveis de atividade do paciente estão significativamente perturbados. Esta alteração consiste em algumas ocasiões, de uma elevação do humor e aumento de energia e atividade (mania ou hipomania) e em outras de um rebaixamento do humor e diminuição de energia e atividade (depressão).

 

Afeta cerca de 1,6% da população geral. A frequência entre homens e mulheres é semelhante, a idade de início é de 20 a 40 anos. Os episódios maníacos geralmente começam abruptamente e duram entre 2 semanas e 4-5 meses. Os episódios depressivos tendem a durar mais tempo, em média 6 meses, raramente mais de um ano.

Após o primeiro episódio, há um risco de aproximadamente 90% de o paciente ter outro episódio em algum momento de sua vida. Dentre aqueles pacientes que apresentam um episódio depressivo, há uma chance de 5 a 15% de que sejam efetivamente bipolares.

Causas:

1. Existe um componente Genético
2. Alterações cerebrais associadas a desequilíbrio de substancias intracelulares envolvidas na regulação de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e serotonina)
3. Alterações súbitas na estrutura ou na função de áreas cerebrais que participam da regulação do humor

Sintomas:

Nos episódios maníacos ocorre euforia, aceleração psíquica, irritação que pode levar a agressividade verbal e/ou física. Aumento de energia e redução da necessidade de sono. O pensamento é acelerado com aumento do fluxo de ideias, não consegue falar tudo que vem a mente ao mesmo tempo, não consegue manter a atenção em um único foco, faz várias coisa ao mesmo tempo e não consegue terminar. Os sentimentos podem ser de alegria exagerada e grande euforia ou agitação. Autoconfiança e otimismo extremos, sentimento de poder, influencia, inteligência e riqueza. Aumento da libido. Pode achar-se imbuído de poderes ou dons especiais.

Nos episódios hipomaníacos os sintomas são menos severos. O grau de aceleração é menor, o aumento de energia pode ser produtiva, porém a pessoa se dispersa e perde mais tempo com detalhes.

Os episódios depressivos são caracterizados por tristeza, apatia, desanimo e falta de prazer. Lentificação física e psíquica, com dificuldade de concentração levando a um raciocínio lento. O pensamento é pessimista, tem preocupações negativas, sentimento de culpa e inutilidade. O sono pode estar diminuído ou aumentado. Pensamentos de morte podem levar ao suicídio.

Qual a importância do apoio familiar ?

A família e o paciente necessitam de apoio e psicoeducação para entender o transtorno bipolar.
As Medidas psicoeducacionais tem como objetivo dotar o paciente e familiares de conhecimentos teóricos e práticos para compreender e lidar com a doença e suas consequências.
1. É importante saber as características da doença, os altos níveis de recorrência e a sua condição de cronicidade
2. Saber sobre possíveis fatores desencadeantes e ajudar o paciente a encontrar os seus próprios
3.Esclarecer sobre os medicamentos enfatizando vantagens do uso e possíveis efeitos colaterais
4.Detecção precoce dos sintomas como necessidade diminuída de sono, pensamento rápido e hiperatividade
5.Riscos de uso de drogas ilícitas
6.Orientar alimentação saudável e atividade física
7.Orientar quanto ao tratamento na Gravidez
8.Alertar sobre Risco de suicídio
9.Aprender a lidar com o estigma da doença

Qual o tratamento disponível no SUS e como conseguir os medicamentos?

O tratamento é medicamentoso e psicoterápico. A medicação mais utilizadas são os estabilizadores do humor especialmente o Carbonato de lítio que é dispensado na rede pública de saúde

O que fazer em caso de uma crise? Como agir para ajudar outra pessoa em caso de crise?

Procurar atendimento médico para avaliação e tratamento. Em casos de depressão grave com risco de vida, deve-se levar ao pronto socorro. Na mania e na hipomania é preciso convencer o paciente a tomar a medicação. Caso ele recuse deverá ser avaliado uso de medicação injetável e possível internação para estabilização do quadro.

Com informações: Blog da Saúde