
A escola de educação especial "O Girassol" está realizando as atividades escolares REANP.
Os pais/ responsável retiram as atividades na secretaria da APAE de acordo com as normas da OMS ( Organização Mundial da Saúde).
Além do PET ( Plano de Estudo Tutorado) nossos professores estão elaborando vídeo aulas com muito carinho. Estamos dedicando ao máximo para não prejudicar o ensino-aprendizagem de nossos alunos.
A Deficiência Intelectual, segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento AAIDD, caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, auto cuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18 anos.
No dia a dia, isso significa que a pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.
A Deficiência Intelectual é resultado, quase sempre, de uma alteração no desempenho cerebral, provocada por fatores genéticos, distúrbios na gestação, problemas no parto ou na vida após o nascimento. Um dos maiores desafios enfrentados pelos pesquisadores da área é que em grande parte dos casos estudados essa alteração não tem uma causa conhecida ou identificada. Muitas vezes não se chega a estabelecer claramente a origem da deficiência.
Principais causas
Os fatores de risco e causas que podem levar à Deficiência Intelectual podem ocorrer em três fases: pré-natais, perinatais e pós-natais.
Pré-natais
Fatores que incidem desde o momento da concepção do bebê até o início do trabalho de parto:
Fatores genéticos
• Alterações cromossômicas (numéricas ou estruturais) - provocam Síndrome de Down, entre outras.
• Alterações gênicas (erros inatos do metabolismo): que provocam Fenilcetonúria, entre outras.
Fatores que afetam o complexo materno-fetal
• Tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas, efeitos colaterais de medicamentos teratogênicos (capazes de provocar danos nos embriões e fetos).
• Doenças maternas crônicas ou gestacionais (como diabetes mellitus).
• Doenças infecciosas na mãe, que podem comprometer o feto: sífilis, rubéola, toxoplasmose.
• Desnutrição materna.
Perinatais
Fatores que incidem do início do trabalho de parto até o 30.º dia de vida do bebê:
• Hipóxia ou anoxia (oxigenação cerebral insuficiente).
• Prematuridade e baixo peso: Pequeno para Idade Gestacional (PIG).
• Icterícia grave do recém-nascido (kernicterus).
Pós-natais
Fatores que incidem do 30.º dia de vida do bebê até o final da adolescência:
• Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global.
• Infecções: meningites, sarampo.
• Intoxicações exógenas: envenenamentos provocados por remédios, inseticidas, produtos químicos como chumbo, mercúrio etc.
• Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas etc.
Principais tipos de Deficiência Intelectual
Entre os inúmeros fatores que podem causar a deficiência intelectual, destacam-se alterações cromossômicas e gênicas, desordens do desenvolvimento embrionário ou outros distúrbios estruturais e funcionais que reduzem a capacidade do cérebro.
• Síndrome de Down – alteração genética que ocorre na formação do bebê, no início da gravidez. O grau de deficiência intelectual provocado pela síndrome é variável, e o coeficiente de inteligência (QI) pode variar e chegar a valores inferiores a 40. A linguagem fica mais comprometida, mas a visão é relativamente preservada. As interações sociais podem se desenvolver bem, no entanto podem aparecer distúrbios como hiperatividade, depressão, entre outros.
• Síndrome do X-Frágil – alteração genética que provoca atraso mental. A criança apresenta face alongada, orelhas grandes ou salientes, além de comprometimento ocular e comportamento social atípico, principalmente timidez.
• Síndrome de Prader-Willi – o quadro clínico varia de paciente a paciente, conforme a idade. No período neonatal, a criança apresenta severa hipotonia muscular, baixo peso e pequena estatura. Em geral a pessoa apresenta problemas de aprendizagem e dificuldade para pensamentos e conceitos abstratos.
• Síndrome de Angelman – distúrbio neurológico que causa deficiência intelectual, comprometimento ou ausência de fala, epilepsia, atraso psicomotor, andar desequilibrado, com as pernas afastadas e esticadas, sono entrecortado e difícil, alterações no comportamento, entre outras.
• Síndrome Williams – alteração genética que causa deficiência intelectual de leve a moderada. A pessoa apresenta comprometimento maior da capacidade visual e espacial em contraste com um bom desenvolvimento da linguagem oral e na música.
• Erros Inatos de Metabolismo (Fenilcetonúria, Hipotireoidismo congênito etc.) – alterações metabólicas, em geral enzimáticas, que normalmente não apresentam sinais nem sintomas sugestivos de doenças. São detectados pelo Teste do Pezinho, e quando tratados adequadamente, podem prevenir o aparecimento de deficiência intelectual. Alguns achados clínicos ou laboratoriais que sugerem esse tipo de distúrbio metabólico: falha de crescimento adequado, doenças recorrentes e inexplicáveis, convulsões, atoxia, perda de habilidade psicomotora, hipotonia, sonolência anormal ou coma, anormalidade ocular, sexual, de pelos e cabelos, surdez inexplicada, acidose láctea e/ou metabólica, distúrbios de colesterol, entre outros.
Deficiência Intelectual x Doença Mental
Muita gente confunde Deficiência Intelectual e doença mental, mas é importante esclarecer que são duas coisas bem diferentes.
Na Deficiência Intelectual a pessoa apresenta um atraso no seu desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive. Ou seja, existe um comprometimento cognitivo, que acontece antes dos 18 anos, e que prejudica suas habilidades adaptativas.
Já a doença mental engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade. Essas alterações acontecem na mente da pessoa e causam uma alteração na sua percepção da realidade. Em resumo, é uma doença psiquiátrica, que deve ser tratada por um psiquiatra, com uso de medicamentos específicos para cada situação.
O movimento antimanicomial caracteriza-se pela luta por direitos das pessoas com sofrimento mental. No centro desse movimento está o combate ao estigma e à exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave, em nome de pretensos tratamentos. O Movimento Antimanicomial faz lembrar que, como qualquer cidadão, pessoas com transtornos mentais, têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direito a receber cuidado e tratamento, sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.
O Movimento da Reforma Psiquiátrica iniciou-se no final da década de 70, em pleno processo de redemocratização do país e, em 1.987, teve dois marcos importantes para a escolha do dia que simboliza essa luta, o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, em Bauru/SP e a I Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília.
Com o lema “por uma sociedade sem manicômios”, diferentes categorias profissionais, associações de usuários e familiares, instituições acadêmicas, representações políticas e outros segmentos da sociedade, questionam o modelo clássico de assistência centrado em internações em hospitais psiquiátricos, denunciam as graves violações aos direitos das pessoas com transtornos mentais e propõem a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir de serviços abertos, comunitários e territorializados, buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.
Assim como o processo do Movimento da Reforma Sanitária, que resultou na garantia constitucional da saúde como direito de todos e dever do estado através da criação do Sistema Único de Saúde, o Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da Lei nº 10.216/2.001, nomeada “Lei Paulo Delgado”, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência. Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação.
TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) é um distúrbio neurobiológico crônico que se caracteriza por desatenção, desassossego e impulsividade. Esses sinais devem obrigatoriamente manifestar-se na infância, mas podem perdurar por toda a vida, se não forem devidamente reconhecidos e tratados.
O distúrbio afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e sua prevalência é maior entre os meninos. A dificuldade para manter o foco nas atividades propostas e a agitação motora que caracterizam a síndrome podem prejudicar o aproveitamento escolar e ser responsável por rótulos depreciativos que não correspondem ao potencial psicopedagógico dessas crianças.
TDAH não é uma doença nova. Já foi descrita em meados do século 19 e sua frequência é igual em todo o mundo. De acordo com o DSM.IV, o manual de classificação das doenças mentais, a síndrome pode ser classificada em três tipos:
TDAH com predomínio de sintomas de desatenção;
TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade;
TDAH combinado.
Em todas as faixas etárias, portadores do transtorno estão sujeitos a desenvolver comorbidades, isto é, a desenvolver simultaneamente distúrbios psiquiátricos, como ansiedade e depressão. Na adolescência, o risco maior está no uso abusivo do álcool e de outras drogas.
Estudos apontam a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção. Algumas pesquisas indicam que fatores ambientais e neurológicos podem estar envolvidos, mas ainda não há consenso sobre o assunto.
Desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo são sintomas do TDAH com reflexos negativos no convívio social e familiar, assim como no desempenho escolar ou profissional dos portadores do transtorno. Esses sintomas podem manifestar-se em diferentes graus de comprometimento e intensidade.
Quando predomina a desatenção, os pacientes apresentam dificuldade maior de concentração, de organizar atividades, de seguir instruções, e podem saltar de uma tarefa inacabada para outra, sem nunca terminar aquilo que começaram. São pessoas que se distraem com facilidade e frequentemente esquecem o que tinham para fazer ou onde colocaram seus pertences. Não conseguem também prestar atenção em detalhes, demoram para iniciar as tarefas e cometem erros por absoluto descuido e distração, o que pode prejudicar o processo de aprendizagem e a atuação profissional.
Nos casos em que prevalece a hiperatividade, os portadores do distúrbio são inquietos, agitados e falam muito. Dificilmente conseguem participar de atividades sedentárias e manter silêncio durante as brincadeiras ou realização dos trabalhos. Se é a impulsividade que se destaca os sinais mais marcantes são a impaciência, o agir sem pensar, a dificuldade para ouvir as perguntas até o fim, a precipitação para falar e a intromissão nos assuntos, conversas e atividades alheias.
Na adolescência e na vida adulta, os sintomas de hiperatividade costumam ser menos evidentes, mas as outras dificuldades permanecem inalteradas e os prejuízos se acumulam no dia a dia com reflexos negativos sobre a autoestima.
Para efeito de diagnóstico, que é sempre clínico, os sintomas devem manifestar-se na infância, antes dos sete anos, pelo menos em dois ambientes diferentes (casa, escola, lazer, trabalhos), durante seis meses, no mínimo. Devem também ser responsáveis por desajustes e alterações comportamentais que dificultam o relacionamento e a performance dos portadores nas mais diversas situações.
Via de regra, o problema fica claro nos primeiros anos de escola, apesar de estar presente desde o nascimento, e o diagnóstico deve ser feito por especialistas com base nos critérios estabelecidos pelo DSM.IV. Avaliações precipitadas podem dar origem a falsos positivos que demandam a indicação desnecessária de medicamentos.
O tratamento varia de acordo a existência, ou não, de comorbidades ou de outras doenças associadas. Basicamente, consiste em psicoterapia e na prescrição de metilfenidato (ritalina), um medicamento psicoestimulante, e de antidepressivos. Crianças podem exigir os cuidados de equipe multidisciplinar, em função dos desajustes pedagógicos e comportamentais associados ao TDAH.
Em geral, os efeitos benéficos da medicação aparecem em poucas semanas e as reações adversas – insônia, falta de apetite, dores abdominais e cefaleia – são leves e ocorrem no início do tratamento, enquanto o organismo não desenvolveu tolerância a essas drogas.
Com informações: drdrauziovarella.uol.com.br
Com as crianças em casa, é hora de pensar em soluções e atitudes que deixem seu lar mais tranquilo e organizado.
Preparamos algumas dicas:
1. Crie um cantinho acolhedor
É inevitável. Criança em casa é sinônimo de potenciais bagunças, coisas fora do lugar e brinquedos espalhados pelo caminho. Mesmo assim, ainda é possível deixar a rotina sob controle. Crie um cantinho especial e aconchegante para seu filho passar a maior parte do dia. Ele deve ser equipado com poucos brinquedos, livros, travesseiros e mantas. Um ambiente acolhedor deixará os pequenos calmos e os pais mais tranquilos!
2. Deixe lanches à disposição
Não importa a idade do seu filho, é fato que ele vai pedir alimento várias vezes ao longo do dia. Para evitar que os pequenos lhe interrompam nesses momentos, procure deixar lanches à disposição deles. Isso pode ser resolvido com um espaço dedicado aos aperitivos na mesa, ou ainda reservar a última gaveta do armário da cozinha para as crianças. Lembre-se de deixar também algumas tigelas e potes de plástico, assim você não se surpreenderá com um chão cheio de farelos e migalhas.
3. Prepare o canto dos estudos
Assim como o cantinho do descanso e da brincadeira, reserve um cômodo calmo para servir aos estudos das crianças. Afinal, é quarentena, não férias! Esse é um bom momento para revisar tarefas de casa ou conceitos que não foram bem assimilados.
É cientificamente comprovado que crianças se saem melhor nos deveres quando seguem alguma regra ou disciplina. Por isso, um calendário visual e lúdico pode ser seu melhor amigo na hora da organização. Liste pequenas atividades do dia a dia, como arrumar a cama, e a organize em uma programação diária ou semanal.
5. Planeje as brincadeiras
Deixar as crianças ocupadas em tempos de quarentena pode parecer uma missão difícil, mas não é impossível. Com criatividade (e paciência), é possível pensar em ideias para desfrutar um tempinho a mais ao lado dos pequenos.
Com informações: g1.com
Estima-se que existam dois milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil, visto que há escassez de dados epidemiológicos. Muitas dessas pessoas, geralmente crianças que mantêm uma rotina diária, tiveram suas rotinas bruscamente paralisadas diante da pandemia e de decretos que instauraram o isolamento social no País. Essa sensação de quebra e a falta de uma previsibilidade com a situação atual podem deixá-los confusos, gerando desconfortos e crises em casa.
Pessoas que convivem no espectro autista têm diversas características distintas e encaram as situações cotidianas de formas diferentes. Mas todas elas se relacionam em alguns pontos específicos, como as dificuldades de comunicação e de estabelecer um relacionamento social, bem como os movimentos repetitivos conhecidos como estereotipias. Daí vem a necessidade de implementar uma rotina com terapias e outros estímulos comunicacionais que proporcionem uma adaptação ao autista.
Em momentos de quarentena onde diversos estabelecimentos, como escolas e parques, estão fechados, a rotina de crianças no espectro pode ficar bagunçada rapidamente. Dentro do espectro, as crianças gostam muito das previsibilidades e, sem rotina, isso pode desencadear em crises e ansiedades. Como não sabemos quanto tempo iremos ficar em isolamento, isso pode trazer consequências devido a perda de estimulações com profissionais que trabalham com elas.
No momento atual, é necessário estabelecer um forte vínculo entre família e criança para não acontecerem regressões em seu desenvolvimento ou a perda de algumas habilidades adquiridas nas terapias presenciais. Mas as incertezas sobre que atividades fazer com a criança em casa podem somar-se às obrigações do home office, trabalho em casa aderido por diversas empresas nesse período de isolamento social.
Primeiramente, não há necessidade de se culpar por não estar dando conta de tudo. A empatia é o ponto de partida para reorganizar a vida em quarentena e se adaptar a realidade de cada família. Por mais que não exista a mesma rotina de antes, é necessário ter uma rotina mínima com a criança. Não precisa ser algo fixo, mas sim uma rotina na qual a criança entenda o que está vivendo e o que está fazendo. Além disso, também é importante que a criança com TEA tenha seu momento sozinha.
Logo depois, é necessário explicar a situação atual do mundo para a criança. Com a possibilidade de surgirem questionamentos sobre a escola ou a terapia, a explicação deve se adaptar a linguagem e a faixa etária individual de cada uma. Crianças maiores podem assistir ao jornal e entender o isolamento, mas é importante sempre ser franco sobre a situação. Daí a importância de trazer um ambiente mais tranquilo o possível para o autista. Evitar luzes acesas ou músicas altas trazem uma estrutura que possibilita que a criança se tranquilize e realize possíveis atividades que consolidam uma rotina em casa.
Resta identificar o que a criança tem interesse em fazer. Partindo deste filtro, as atividades em casa podem ser feitas pelos pais ou responsáveis. Brincadeiras sensoriais que envolvem tato, audição, fala e visão são alternativas simples que unem os estímulos tão necessários para o desenvolvimento saudável da criança. Tintas, água, papel, brinquedos e até mesmo cosquinhas são alternativas nesse período de suspensão de terapias presenciais, pois são pré atividades necessárias para movimentos mais complexos.
Para diminuir o cansaço entre os pais e responsáveis, trocar momentos de atividades e dividir tarefas entre os adultos da casa também ajudam na construção de uma rotina.
2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data, escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo levar informação à população em relação ao Transtorno do Espectro Autista, a fim de reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o transtorno.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico que, embora se apresente de diversas maneiras, caracteriza-se principalmente pela dificuldade de comunicação e interação social, bem como comportamento e interesses repetitivos ou restritos.
O TEA manifesta-se já nos primeiros anos de vida e não tem cura. No entanto, a intervenção precoce por meio de terapias é essencial para o desenvolvimento do indivíduo.
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado, anualmente, no dia 2 de abril. Essa data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas, no ano de 2007, e tem como objetivo levar informação à população a respeito desse transtorno de desenvolvimento, de forma a reduzir o preconceito e a discriminação contra os indivíduos que o apresentam.
No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, diversas atividades de conscientização são realizadas em todo o mundo. Nesse dia, muitos prédios públicos e os principais pontos turísticos em todo o mundo são iluminados com a cor azul para lembrar a data e chamar a atenção da população sobre o TEA.
No Dia Mundial de Conscientização do Autismo também são trabalhados alguns temas. Em 2018, o tema escolhido pela Organização das Nações Unidas foi “Empoderando mulheres e meninas com autismo”, cujo objetivo foi chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas por meninas e mulheres com deficiência na busca por seus direitos e liberdade. Destacando-se que elas sofrem ainda maior discriminação do que os deficientes do sexo masculino e necessitam de políticas que garantam seus direitos.
No ano de 2019, o tema foi “Tecnologias assistivas, participação ativa”. Destacando-se a importância do uso de tecnologias para que os indivíduos no espectro do autismo possam exercer seus direitos e participar plenamente da vida de suas comunidades. É de extrema importância o desenvolvimento de novas tecnologias e com preços acessíveis para que haja a promoção da igualdade, equidade e inclusão.
No ano de 2020, espera-se uma campanha nacional com o tema “Respeito para todo o espectro”, destacando-se as inúmeras formas pelas quais o autismo manifesta-se. Para celebrar a data, destaca-se o uso da hashtag #RESPECTRO nas redes sociais.
O que é o Transtorno do Espectro Autista?
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico que se carateriza, principalmente, pela dificuldade de comunicação e interação social, bem como comportamentos e interesses repetitivos ou restritos.
No entanto, o fenótipo dos indivíduos no espectro do autismo pode variar bastante, com alguns indivíduos apresentando um quadro leve, sendo totalmente independentes, enquanto outros apresentam um quadro mais grave, os quais podem ser dependentes para atividades diárias por toda a vida.
Uma das características do TEA é a dificuldade de interação social.
Acredita-se que as causas do autismo envolvam aspectos genéticos e ambientais. O TEA manifesta-se já nos primeiros anos de vida e não tem cura. No entanto, é essencial a intervenção precoce por meio de terapias, como terapia ocupacional, fonoterapia e psicoterapia (conforme indicado pelo médico) para o melhor desenvolvimento do indivíduo.
O Transtorno do Espectro Autista e a legislação
Para efeitos legais, o indivíduo com TEA é considerado pessoa com deficiência, e a Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Dentre outros pontos trazidos nela, podemos destacar o direito a um diagnóstico precoce, ao atendimento multiprofissional, a medicamentos e à educação.
Em 8 de janeiro de 2020, foi sancionada a Lei nº 13.977, também conhecida como Lei Romeo Mion, em homenagem ao filho do apresentador Marcos Mion, Romeo Mion, que possui o transtorno. Essa lei cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), com “vistas a garantir atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social”.
Ainda segundo essa lei, os estabelecimentos públicos e privados poderão utilizar o símbolo mundial da conscientização do Transtorno do Espectro Autista, a fita quebra-cabeça, para identificar a prioridade devida às pessoas com TEA.
A síndrome de Down é uma alteração cromossômica caracterizada pela trissomia do cromossomo 21. Essa trissomia leva ao desenvolvimento de certas características físicas marcantes, tais como:
Baixa estatura;
Olhos puxados;
Olhos amendoados;
Sobrancelhas unidas;
Face achatada;
Orelhas pequenas e com implantação baixa;
Excesso de pele no pescoço;
Pescoço largo e grosso;
Mãos gordas e pequenas;
Dedos curtos;
Prega única na palma das mãos;
Cabelos finos e lisos;
Boca pequena;
Céu da boca mais encurvado;
Língua projetada para fora da boca.