
Para distinguir entre agitação e Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade (TDAH), precisamos entender as origens do TDAH, seu desenvolvimento, os mitos e preconceitos existentes sobre ele, como reconhecê-lo e as estratégias de intervenção mais eficazes.
uitas pessoas sustentam que o TDAH genuíno surge durante os anos pré-escolares e que os sintomas a ele relacionados são objetivos, querendo dizer que qualquer observador chegaria à mesma conclusão. Esse ponto de vista, frequentemente, é verdadeiro, mas nem sempre.
Embora o diagnóstico do transtorno em crianças em idade pré-escolar seja algo que deva ser feito por especialistas, os pais são os maiores especialistas no que se refere aos seus filhos. Se eles perceberem que seu filho está agitado, desatento ou impulsivo, com dificuldade para controlar suas reações, precisando se mexer o tempo todo ou com dificuldade para esperar a sua vez, então, aqueles que tomam conta dele devem ser ouvidos com atenção.
Em circunstâncias ideais, o especialista trabalhará com os pais para observar o comportamento da criança em diversos contextos e para avaliar também se o problema poderia ter outra causa (por exemplo, as expectativas dos pais, estratégias para lidar com as dificuldades, nível de estresse ou situação socioeconômica).
Em alguns casos, o TDAH também pode se tornar sintomático em uma etapa bem posterior do desenvolvimento, após o ingresso na escola ou até mais tarde, no período de idade escolar.
Em todos os casos, o árbitro decisivo do diagnóstico é a presença de uma anomalia, seja no nível social, acadêmico ou emocional.
Comunicamos que no períododo de 20 de novembro a 06 de dezembro vamos realizar a renovação de matrícula para o ano de 2020.
A renovação de matrícula dos alunos devera ser feira somente pelos pais ou responsável na secretaria da APAE.
É obrigatório a apresentção dos seguintes documentos do aluno:
Comprovante de residência;
Certidão de nascimento;
RG e CPF;
Cartão de vascinaçao e
Cartão do SUS
No dia 07 de novembro, quinta-feira, aconteceu a benção da nova sede da APAE, que foi dada pelo Padre Elberson Andrade ( Padre Taquinho), pároco de Cruzilia.
Esse momento de agradecimento contou com a presença dos colaboradores e alunos da associação, da comunidade, de vereadores e do prefeito municipal, Joaquim Paranaíba.
No período de 31 de outubro a 02 de novembro colaboradores da APAE de Cruzília participaram do XIV Congresso da Rede Mineira das APAES e do IV Fórum Mineiro de Autogestão Autodefesa e Família realizado pela Federação das Apaes de Minas Gerais por meio do Instituto de Ensino e Pesquisa Uniapae – MG Darci Barbosora.
Durante o Congresso os presentes participaram de palestras, debates e workshop para aprofundarem de seus conhecimentos sobre o tema: “ Qualidade de vida e deficiência intelectual: políticas, processos e práticas.
Já no Fórum que aconteceu juntamente com o Congresso os trabalhos foram realizados a partir do tema “ A construção da cidadania pessoa com deficiência intelectual no Brasil”.
Após anos de construção, a APAE de Cruzília mudou para sua nova sede. O espaço, amplo e totalmente adaptado está localizada na Rua Antônio Augusto de Lima, s /nº, no Bairro Olaria, próximo ao salão da Tuquinha.
Na nova sede os alunos serão melhor acomodados porque a estrutura é bem maior. Temos recepção, consultórios de fisioterapia, fonoaudiologia, psicólogo, sala da assistente social, atendimento médico, cozinha, refeitório, área de serviço brinquedoteca, salas de aula e outros.
A família da APAE agradece a todas as pessoas que ajudaram direta e indiretamente para a realização desse sonho. O nosso muito obrigada a cada centavo de real doado, a cada saco de cimento a cada bloquete recebido, Enfim, o nosso Deus lhes pague!
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que interfere em alguns aspectos fundamentais para a autonomia da pessoa, como o comportamento, a comunicação e a interação social.
É importante ressaltar que o tratamento no TEA só pode mostrar seus efeitos de forma completa quando o diagnóstico é feito de maneira precoce.
No entanto, isso não significa que as pessoas cuja descoberta do autismo ocorreu tardiamente não devam ser submetidas a intervenções que diminuam os efeitos do TEA em suas vidas.
Muito pelo contrário, tão logo o diagnóstico é revelado, a equipe de terapeutas (que inclui médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, entre outros) precisa estabelecer um plano estratégico que favorecerá o paciente.
Existe uma série de tratamento no TEA com o objetivo de oferecer às pessoas a oportunidade de amenizar e até eliminar alguns pontos prejudiciais que são trazidos por esse transtorno.
O câncer infantojuvenil é considerado uma patologia rara que apresenta características distintas, especialmente em relação à histopatologia e ao percurso clínico. Ele faz parte de um conjunto de doenças mais agressivas, com curtos períodos de latência e que se proliferam rapidamente. Entretanto, demonstra perspectivas de bom prognóstico, se houver um diagnóstico precoce com um tratamento rápido e eficaz, sendo que as chances de cura podem chegar a 80%.
Para isso, é preciso ficar atento a certos sintomas que crianças e adolescentes podem apresentar, como palidez, dor óssea, hematomas ou sangramentos pelo corpo, caroços ou inchaços, especialmente se forem indolores e não acompanhados de febre ou outros sinais de infecção, perda de peso sem causa aparente, febre e sudorese noturna, tosse persistente ou falta de ar, alterações oculares (reflexo branco na pupila, estrabismo recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos), inchaço abdominal, dores de cabeça, especialmente se forem incomuns e contínuas, além de vômitos recorrentes pela manhã ou com piora durante o dia, dores nos membros e inchaços sem qualquer sinal de infecção ou trauma.
O aparecimento de um ou mais desses sintomas não indica especificamente um diagnóstico de câncer, mas eles devem ser investigados através de uma avaliação de um especialista, com exames clínicos, radiológicos e laboratoriais.
Quanto aos vários tipos de câncer infantojuvenil, há uma diferença entre os países. Naqueles em desenvolvimento, com uma população infantil de 50%, a proporção do câncer nas crianças representa de 3% a 10% do total de neoplasias. Já nos países desenvolvidos, essa proporção atinge somente cerca de 1% (Estimativa 2016: Incidência do câncer no Brasil – INCA e Ministério da Saúde).
No Brasil, em 2013, houve aproximadamente 2.800 óbitos por câncer em crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos). As neoplasias foram a segunda causa de morte em crianças e adolescentes (de 1 a 19 anos) nesse mesmo ano, ficando abaixo apenas dos óbitos por causas externas, configurando-se como a doença de maior letalidade (Estimativa 2016: Incidência do câncer no Brasil – INCA e Ministério da Saúde).
De acordo com a estimativa do INCA e do Ministério da Saúde de 2016 a leucemia é o tipo de câncer infantojuvenil mais frequente na maioria das populações (25% a 35%). Os linfomas correspondem ao terceiro tipo mais comum nos países desenvolvidos, já nos países em desenvolvimento, ele ocupa o segundo lugar. Os tumores do sistema nervoso central ocorrem principalmente em crianças menores de 15 anos, com um pico na idade de 10 anos. Os tumores embrionários (retinoblastoma, neuroblastoma, tumor de Wilms), são responsáveis por cerca de 20% de todos os tumores infantojuvenis e quase nunca ocorrerão em outra faixa etária.
Os fatores etiológicos para o câncer infantojuvenil são frequentemente tema de estudos. Dessa forma notou-se que os efeitos da exposição ambiental em crianças são de difícil avaliação e podem não ser um fator causal para o desenvolvimento da doença, diferentemente do que ocorre com os adultos. Por conseguinte, foi evidenciado que as exposições durante a concepção e vida intrauterina são consideradas o fator de risco mais adequado na etiologia desse grupo de neoplasias.
Descobrir que uma criança ou um adolescente tem câncer é algo extremamente difícil de se enfrentar, ainda mais para os pais. No entanto, os progressos nas pesquisas e tratamentos tornaram a cura algo mais provável, especialmente quando a doença é identificada logo no início. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes com câncer podem ser curados e a maioria terá uma qualidade de vida satisfatória, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.
De qualquer forma e em qualquer ocasião, cuidar de nossas crianças e adolescentes é de extrema importância, visto que eles são o futuro da nação e a esperança que todos nós temos de viver em um mundo melhor. Por isso, vamos vestir o Brasil de dourado e propagar o máximo de informações e conhecimentos possíveis sobre o câncer infantojuvenil e o setembro dourado, para que assim e não só nesse mês todas as crianças e adolescentes possam obter maiores chances de se curar e viver com qualidade de vida.
A Campanha Setembro Verde é inspirada pelo dia 21 de setembro, data em que se celebra o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, instituído pela Lei Federal nº 11.133, de 14 de julho de 2005. Setembro foi escolhido também por ser o mês da primavera e pelo fato de o dia 21 ser celebrado como o Dia da Árvore – uma representação do nascimento das reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições.
A Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), como uma das instituições integrantes do Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das Pessoas com Deficiência (CRPD), participa da Campanha Setembro Verde.
Essa mobilização é um momento de reflexão e de busca de novos caminhos para garantir os direitos desse segmento específico de cidadãos, que ainda enfrenta vários obstáculos sociais, educacionais e profissionais.
No Brasil, segundo o IBGE, 14,5% da população tem algum tipo de deficiência (algo em torno de 24,5 milhões de pessoas). Seus direitos estão assegurados na Constituição Federal de 1988, e o Brasil tem uma das legislações mais avançadas sobre os direitos das pessoas com deficiência, com destaque para a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015).
Esses avanços foram frutos de muita luta, enfrentamentos e vontade de transformar. Muito há que se fazer, para que essas leis saiam efetivamente do papel, trazendo igualdade para todos os cidadãos.
Nem sempre os pais levam a sério quando escutam que o filho não se concentra na sala de aula. Mas você sabia que isso pode ser Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)? Esse transtorno é neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida e se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.
Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), o distúrbio afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e sua prevalência é maior entre os meninos. Uma das características mais fortes da síndrome é a dificuldade para manter o foco nas atividades e a agitação motora, o que podem prejudicar o aproveitamento escolar.
Na prática, isso significa “questões relacionadas à leitura e escrita, queixas escolares, dificuldades no reconhecimento de algumas palavras, em alguns casos, atraso de fala na compreensão na decodificação das palavras. O desempenho acadêmico, por exemplo, não é equivalente a uma criança de sua idade e isso implica no seu desenvolvimento.Dependendo do apoio que a criança ou adolescente recebe, eles terão mais, ou menos, problemas.
Se o TDAH for entendido como um transtorno do neurodesenvolvimento, é possível compreender que existem diferenças entre o cérebro de uma criança com TDAH e outra que não tem. A incapacidade de resposta ao estímulo tem uma relação com circuitos neuronais, que é associado com o córtex pré-frontal, ou seja, muitas vezes a pessoa pode ter o quadro comportamental nítido, mas tem também esse impacto neurológico nesse transtorno.
O córtex pré-frontal localizado em nosso cérebro tem maior impacto em crianças com TDAH. Essa é uma parte importante, que tem a função de autorregulação comportamental. É por meio dele que se desenvolve a concentração, controle de impulsos, memória operacional, planejamento, flexibilidade cognitiva, autorregularão emocional, tomada de decisão e conscientização. Uma parte normal importante para o crescimento”, complementa a neuropsicóloga.
Compreender o desenvolvimento do córtex pré-frontal contribui para o progresso das funções. A criança e o adolescente com esse distúrbio têm dificuldade de compreender as coisas, por isso, é preciso reforços de profissionais. Quando a gente faz uma leitura, automaticamente a gente faz construção de imagem. Já a criança com TDHA tem essa dificuldade, por conta disso, uma consequência óbvia é que ela terá comprometimento de leitura e escrita.
Diagnóstico
Muitas pessoas não se atentam ao diagnóstico de TDHA, porque acreditam que são crianças imaturas, por falta de informação. De modo geral, o diagnóstico é multidisciplinar, a criança deve ser atendida por um neuropsicólogo, neurologista, psiquiatra ou psicólogo clínico, fonoaudiólogo e pode também ter uma colaboração outros profissionai.
Para efeito de diagnóstico, deve se observar os sintomas que se manifestam ainda na infância, antes dos sete anos e em pelo menos em dois ambientes diferentes (casa, escola, lazer, trabalhos), durante, no mínimo, seis meses. Normalmente o problema fica claro nos primeiros anos de escola, apesar de estar presente desde o nascimento.
Tratamento
A intervenção nesses casos prevê uma atuação que envolva familiares, escola e criança. A multidisciplinariedade é prevista em casos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, com o envolvimento de profissionais como psicólogo, médico, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional. Quando orientado, deve ser medicamentoso, além de contar com a equipe da Unidade de Saúde da Família (USF), que poderá garantir melhores progressos no tratamento do paciente.
Quando se tem um atendimento multidisciplinar o resultado é mais rápido. Quando esse trabalho é feito, a comunicação melhora, a criança amplia seu vocabulário, suas possibilidades, além disso, melhora a organização de pensamento e da compreensão do transtorno.
Outro destaque é para a realização das atividades que devem ser feitas em um período curto. É preciso promover jogos e atividades lúdicas, com atividades que gerem prazer para criança e não podem ser muito longas, justamente pela dificuldade de atenção à criança. Ela precisa compreender o seu transtorno. Essas atividades curtas ajudam as crianças a se organizar no tempo dela. “A organização também preciso ser trabalhada e as crianças respondem muito bem a isso com estímulo, é importante elogiar e mostrar que elas estão evoluindo.
Com informações: Ministério da Saúde