
Brincar é coisa muito séria. Toda criança deveria poder brincar. A brincadeira contribui para o processo de socialização das crianças, oferecendo-lhes oportunidades de realizar atividades coletivas livremente, além de ter efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos.
As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança com deficiência mental/intelectual ou autismo e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.
A partir de muitos referenciais teóricos, é possível observar uma série de conceitos importantes, visando o bom desenvolvimento da aprendizagem da criança de 0 a 6 anos e o papel de pais e educadores nesta função tão importante que é educar uma criança com necessidades especiais.
A maioria dos pensadores e educadores que trabalham com este tema ressalta a importância da brincadeira no processo de aprendizagem e socialização. A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus colegas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas.
O brinquedo permite o estabelecimento de relações entre os objetos do mundo cultural e a natureza. A idéia de um ensino despertado pelo interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico. Seu interesse passou a ser a força que comanda o processo da aprendizagem, suas experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de situações estimuladoras e eficazes.
No último dia 02, aconteceu mais um leilão de gado de leite e corte promovido pela Reco Leilões. Esse evento foi especial para a família da APAE de Cruzília, pois o bar ficou sobre responsabilidade da instituição.O lucro de tudo que foi vendido durante o leilão ficou para a APAE.
Vale ressaltar que valor será usado para a realização de manutenção.
A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo.
Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome.
Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina.
Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?
As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.
Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente.
É a perda parcial ou total da audição, causada por má-formação (causa genética), lesão na orelha ou nas estruturas que compõem o aparelho auditivo.
A deficiência auditiva moderada é a incapacidade de ouvir sons com intensidade menor que 50 decibeis e costuma ser compensada com a ajuda de aparelhos e acompanhamento terapêutico. Em graus mais avançados, como na perda auditiva severa (quando a pessoa não consegue ouvir sons abaixo dos 80 decibeis, em média) e profunda (quando não escuta sons emitidos com intensidade menor que 91 decibeis), aparelhos e órteses ajudam parcialmente, mas o aprendizado de Libras e da leitura orofacial, sempre que possível, é recomendado.
Perdas auditivas acima desses níveis são consideradas casos de surdez total. Quanto mais agudo o grau de deficiência auditiva, maior a dificuldade de aquisição da língua oral. É importante lembrar que a perda da audição deve ser diagnosticada por um médico especialista ou por um fonoaudiólogo.
Com informações: Revista Nova Escola
A chance de uma criança desenvolver Deficiência Intelectual depende de diversos fatores relacionados à genética, acompanhamento da gestação, saúde da mãe durante a gravidez, ambiente familiar saudável na infância e adolescência, entre outros.
Alguns cuidados devem ser tomados, para evitar ou minimizar as consequências da Deficiência Intelectual na vida da pessoa:
• Procurar aconselhamento genético, antes de engravidar, quando houver casos de deficiência intelectual na família, casamentos entre parentes ou idade materna avançada (maior que 35 anos).
• Fazer um acompanhamento pré-natal adequado para investigar possíveis infecções ou problemas maternos que podem ser tratados antes que ocorram danos ao feto.
• Manter uma alimentação saudável durante a gestação e evitar uso de bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas.
• Realizar o Teste do Pezinho – que é obrigatório no Brasil – assim que o bebê nascer. Esse teste é a maneira mais efetiva de detectar a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito, que se não forem devidamente tratados podem levar à Deficiência Intelectual.
• Seguir recomendações de vacinas.
• Oferecer ao bebê alimentação adequada e ambiente familiar saudável e estimulador, além de cuidados para tentar evitar acidentes na infância.
• Procurar um médico caso note algum problema no desenvolvimento e/ou crescimento da criança.
Hoje em dia muito se ouve falar sobre inclusão social e sobre acessibilidade para pessoas com Deficiencia Física. Mas afinal, o que você sabe sobre o tema?! Deficiência Física ou Motora é o nome dado a problemas que levam ao mau funcionamento ou a paralisia de membros. Esse problema pode ter várias causas, as principais são:
Lesão cerebral
Lesões medulares
Patologias degenerativas do SNC
Reumatismos
Malformações congênitas
Miopatias (distrofias e atrofias musculares)
Sequelas de politraumatismos
Entre as etiologias das deficiências físicas estão os fatores genéticos, fatores virais ou bacteriano, fatores neonatal e fatores traumáticos. As causas podem ser ainda pré-natais, peri-natais ou pós-natais dependendo do momento em que ocorre a alteração ou má-formação.
Dependendo da quantidade de membros afetados as deficiências podem ser classificadas como:
Monoplegia (um membro)
Diplegia (membros inferiores)
Hemiplegia (semi-corpo)
Triplegia (três membros)
Paraplegia (um dos membros inferiores)
Tetraplegia ou Quadriplegia (todo o corpo)
As pessoas que são acometidas por algum tipo de deficiência física precisam de acompanhamento fisioterápico além de ambientes adaptados para que possam levar uma vida o mais próximo possível do normal. É por isso que são tão importantes as iniciativas que visam a inclusão destas pessoas.
A Inclusão em questão, é a incersão de pessoas com deficiência física na sociedade em geral dando condições de acessibilidade e bem estar, sem preconceitos.
No período de 5 a 11 de outubro aconteceu mais uma edição do bazar beneficente da APAE, que aconteceu na própria instituição. Durante os dias de bazar as pessoas puderam comprar roupas, sapatos e bolsas de ótima qualidade a R$1,00.
Vale ressaltar que o dinheiro arrecado no bazar será usado para a manutenção da instituição.
No período de 2 a 6 de outubro foi realizada na APAE, a Semana da Criança com atividades especiais para os alunos. Tudo foi preparado com muito amor e carinho pelos profissionais que atuam na APAE de Cruzília.
No dia 3 foi servido um delicioso almoço preparado pelas cozinheiras da APAE com direito a bolo de sobremesa, no dia 4, os alunos se divertiram com jogos.Na quinta-feira, 5, os pequenos participaram de atividades recreativas no Campo Society Tok de Bola e na sexta-feira, 6, assistiram a um filme e também participaram de atividades recreativas na casa da Cristina Alvarenga.
A conquista da autonomia é importante para o desenvolvimento físico e psicológico das pessoas com deficiência e traz benefícios como o aperfeiçoamento das habilidades pessoais, sociais e profissionais, além da melhora da autoestima.
E será que as pessoas com deficiência intelectual são capazes de fazer escolhas como decidir o que vai vestir, o que vai comer, ou, se quer namorar?
Sabemos que SIM, pois a pessoa com deficiência intelectual pode precisar de ajuda para realizar algumas atividades da vida diária, mas pode ter autonomia e discernimento para decidir o que quer.
Cada pessoa com deficiência é única, cada história de vida é uma história pessoal, assim como é o grau de autonomia e a necessidade de apoio de cada sujeito. Em alguns casos, o fato da pessoa conseguir comer sozinha, já representa uma grande conquista e, em outros, conquistar autonomia é poder trabalhar.
Mesmo que no dia a dia a pessoa com deficiência intelectual tenha dificuldade em aprender, se expressar ou realizar atividades que para muitos são fáceis, e que, muitas vezes, se comporte como se tivesse idade menor do que a que tem, devemos respeitá-la e tratá-la de acordo com a idade que possui, valorizando suas competências, a despeito das suas limitações.