
No último dia 14, a presidente da APAE de Cruzília participou de um evento no Laticínios Cruziliense em comemoração a medalha de prata que a empresa recebeu com o queijo Santo Casamenteiro no dia 12 de junho, no 3º Concurso Mundial de Queijos que aconteceu em Tours, na França, uma das maiores distinções dada a queijos no mundo.
A empresa é uma das parceiras da APAE, pois emprega em seu quadro de funcionários alunos da Escola de Educação Especial O Girassol da associação a fim de integrá-los no mercado de trabalho.
No último sábado, 08 de julho, aconteceu a festa junina da APAE, realizada com muito carinho pelos colaboradores da instituição para os alunos, em comemoração às atividades do primeiro semestre.
Durante a festa os estudantes, comeram comidas típicas como: canjicada, doce de leite, doce de abobora e cachorro quente, feitos com muito carinho e higiene pelas cozinheiras da APAE.
As crianças também brincaram bastante na barraca de pescaria e abrilhantaram um desfile de trajes caipiras.
Ao refletir sobre a importância das Libras na vida das pessoas surdas, pode-se perceber que a utilização da Linguagem Brasileira de Sinais é um meio de garantir a preservação da identidade surda, bem como contribuir para a valorização e reconhecimento da cultura surda que, por tanto tempo, foi o alvo da hegemonia da cultura ouvinte. Relevando a surdez como uma experiência visual, popularizando a linguagem de sinais, garante-se ao surdo a possibilidade de reconhecimento e legitimação desta forma de comunicação, desprezando qualquer forma de padronização, de comportamento ou tentativa de normalização do sujeito surdo.
Cabe ressaltar também que a utilização das libras facilita a comunicação entre os surdos, que passam a se compreender como uma comunidade que tem características comuns e devem ser reconhecidas como tal. Além de propiciar a facilidade de comunicação entre os surdos, a Libras também propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes, uma vez que, já está previsto em lei a presença de intérpretes de Libras em diferentes instituições sociais, como, por exemplo, escolas e universidades. Outro aspecto positivo da Libras é a sua utilização em programas de televisão, palestras, eventos sociais diversos, etc., uma prática que vem sendo cada vez mais comum e que tem a tendência de alcançar outros âmbitos sociais, já que, a comunidade surda tem um número bastante expressivo de pessoas e que estão reivindicando seus direitos como cidadãos, praticando a verdadeira forma de inclusão social.
A compreensão dos conceitos de diversidade e diferença, além de considerar a construção da identidade surda como um movimento político, social e histórico, a utilização da Libras vem colaborar para a alteridade surda, prevalecendo a inclusão social dos surdos tão almejada, desprezando toda e qualquer forma de discriminação e preconceito com esse grupo, que sofreu por um longo tempo com a ignorância e visão equivocada dos ouvintes que impunham um padrão errôneo e unilateral de normalidade, observando a surdez como uma deficiência que deveria ser tratada clinicamente com intuito de superar o déficit auditivo.
Além da legitimação da cultura surda, a utilização da Libras dá voz a esta cultura, possibilita o entendimento de suas necessidades, anseios e expectativas podendo assim, facilitar o atendimento a essas necessidades, sendo a forma mais expressiva de exercício da cidadania. Dessa forma, pode-se concluir que a utilização da linguagem brasileira de sinais deve ser cada vez mais popularizada e incentivada, não apenas nas instituições escolares, como também na sociedade em geral, colaborando para a melhoria da qualidade de vida dos surdos, desprezando perspectivas meramente filantrópicas, mas sim como uma forma de assegurar os direitos como cidadão e o respeito às diferenças.
A deficiência visual inclui dois grupos de condições distintas: cegueira e baixa visão. A cegueira é uma alteração grave ou total de uma ou mais das funções elementares da visão que afeta de modo irremediável a capacidade de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento em um campo mais ou menos abrangente.
Baixa visão é a alteração da capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados ou associados, tais como, baixa acuidade visual significativa, redução importante do campo visual, alterações corticais e/ou de sensibilidade aos contrastes, que interferem ou que limitam o desempenho visual do indivíduo.
Do ponto de vista Educacional:
• Cegos: são aquelas pessoas que apresentam “desde ausência total de visão até a perda da projeção de luz”. Seu processo de aprendizagem será através dos sentidos remanescentes (tato, audição, olfato, paladar) utilizando o sistema BRAILE como principal meio de comunicação escrita.
• Baixa visão: são aquelas pessoas que apresentam “desde condições de indicar projeção de luz até o grau em que a redução de acuidade interfere ou limita seu desempenho visual”. Seu processo educativo se desenvolverá, principalmente, por meios visuais ainda que com a utilização de recursos específicos como lupa, telelupa, escrita ampliada, entre outros.
A definição de baixa visão (ambliopia, visão subnormal ou visão residual) é complexa devido à variedade e à intensidade de comprometimentos das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral.
Em muitos casos, observa-se o nistagmo, movimento rápido e involuntário dos olhos, que causa uma redução da acuidade visual e fadiga durante a leitura.
Uma pessoa com baixa visão apresenta grande oscilação de sua condição visual de acordo com o seu estado emocional, as circunstâncias e a posição em que se encontra, dependendo das condições de iluminação natural ou artificial.
A baixa visão traduz-se numa redução do rol de informações que o indivíduo recebe do ambiente, restringindo a grande quantidade de dados que este oferece e que são importantes para a construção do conhecimento sobre o mundo exterior. Em outras palavras, o indivíduo pode ter um conhecimento restrito do que o rodeia.
A aprendizagem visual depende não apenas do olho, mas também da capacidade do cérebro de realizar as suas funções, de capturar, codificar, selecionar e organizar imagens fotografadas pelos olhos.
Essas imagens são associadas com outras mensagens sensoriais e armazenadas na memória para serem lembradas mais tarde. Para que ocorra o desenvolvimento da eficiência visual, duas condições precisam estar presentes:
• O amadurecimento ou desenvolvimento dos fatores anatômicos e fisiológicos do olho, vias óticas e córtex cerebral.
• O uso dessas funções, o exercício de ver. (Sá; Campos; Silva, 2007).
a) Das causas Congênitas
• Retinopatia da prematuridade, graus III, IV ou V- por imaturidade da retina em virtude de parto prematuro, ou por excesso de oxigênio na incubadora.
• Corioretinite, por toxoplasmose na gestação.
• Catarata congênita (rubéola, infecções na gestação ou hereditária).
• Glaucoma congênito (hereditário ou por infecções).
• Atrofia óptica por problema de parto (hipoxia, anoxia ou infecções Peri natais).
• Degenerações retinianas (Síndrome de Leber, doenças hereditárias ou diabetes).
• Deficiência visual cortical (encefalopatias, alterações do sistema nervoso central ou convulsões).
b) Adquiridas: Por doenças como diabetes, descolamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil e traumas oculares.
Sintomas: Tonturas, náuseas e dor de cabeça; sensibilidade excessiva à luz (fotofobia); visão dupla e embaçada.
Condutas do aluno:
• Aperta e esfrega os olhos;
• Irritação, olhos avermelhados e / ou lacrimejantes;
• Pálpebras com as bordas avermelhadas.
No último dia 17, foi celebrada na Igreja Matriz de Cruzília, às 17h30 missa em ação de graças pelos 35 anos de fundação da APAE (Associação dos Pais e Amigos do Excepcional) do município.
A cerimônia religiosa que foi presidida pelo Padre Henderson Herbert de Souza contou com a presença de colaboradores da entidade, alunos e da população local.
A Marilda, minha esposa trabalhou bastante para a fundação da APAE de Cruzília. Ela pedia minha colaboração para pedir recursos para alguns amigos para essa finalidade, e eles, que confiavam em mim e nela ajudavam. A população pedia por uma APAE na cidade em prol do deficiente.
Minha família doava diariamente uma quantidade de leite da fazenda para a APAE, com ele era feito, café com leite e mingau que era servido para os usuários da associação.
Mais tarde a Marilda e eu resolvemos doar um terreno, que era herança da minha família para que se fosse construída a sede da APAE.
Foi realizado no dia 27 de maio, o 4º Leilão de Gado de Corte promovido pela Reco Leilões. Esse evento foi diferenciado, poiso bar foi inteiramente cedido para a APAE de Cruzília.
Além disso,foram leiloados 14 lotes para a associação. Esses foram doados, carinhosamente, por vários criadores de gado deCruzília e região. Também foi leiloadoum garrafão de pinga produzida há mais de 10 anos.
Os presentes puderam conhecer um pouco mais da história e do trabalho realizado na APAE de Cruzília através de um vídeo instituição e de um folder com informações sobre a entidade.
No decorrer do evento várias pessoas presentes fizeram doações para a entidade.
O comerciante, Carlos Renato M. Meireles foi um dos criadores que doou um lote para a APAE, ele comenta que contribuiu com a associação por ela precisar de verba para desenvolver melhor seus projetos em prol da pessoa com deficiência.
Com as ações realizadas durante todo o leilão foi arrecado um valor de R$ 17.903,00 que será utilizado na manutenção da entidade e na construção da nova sede da associação.
A APAE de Cruzília agradece a todos os doadorese também os funcionários e voluntários que ajudaram noevento, em especial, agradece a Reco Leilões que foi a nossa empresa parceira.
Vale lembrar que as doações são sempre bem vindas, pois através delas a associação consegue desenvolver mais ações que visam melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência.
Nos dias 30,31 de maio e 1 e 2 de junho foi realizada mais uma edição do tradicional bazar beneficente, que aconteceu na própria instituição.
As pessoas que participaram do bazar puderam encontram peças a partir de R$ 0.50. Vale lembrar que toda roupa que foi vendida no bazar passou por uma triagem, somente peças de boa qualidade foram vendidas.
Foi arrecado nessa edição o valor total de R$ 379,00 que será usado na manutenção da APAE de Cruzília.
O próximo bazar beneficente irá acontecer no período de 31 de julho a 4 de agosto.
Para você contribuir com o bazar é simples! É só deixar sua doação na sede da entidade.
No dia 17 de junho, a APAE de Cruzília comemora 35 anos de existência. A associação foi fundada por membros da Casa da Amizade em 1982, com o objetivo de promover melhoria da qualidade de vida das Pessoas com Deficiência.
Atualmente a entidade presta acompanhamento a 122 pessoas com deficiência, visando sempre o atendimento precoce do caso, dando-lhe orientação adequada. Para isso, a APAE conta com uma equipe especializada composta por profissionais da área da saúde, educação e assistência social.
Além disso, a associação busca desenvolver ações para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, através da sua preparação para o encaminhamento à escola comum e inserção no mercado de trabalho.
Hoje à APAE de Cruzília funciona em uma construção antiga, embora os espaços sofram alguns ajustes e reformas não é possível adequá-los, tendo em vista as limitações do prédio.
Porém, a equipe da APAE sempre busca tornar o ambiente mais agradável para os alunos e ao mesmo tempo oferecer a eles experiências prazerosas.
No entanto, a futura sede da associação, que está sendo construída é oportuna na preparação de um espaço adequado ao atendimento a pessoa com deficiência. A nova sede vai permitir que a quantidade de pessoas atendidas pela associação aumente, e também a ampliação dos serviços oferecidos, melhorando assim a qualidade de vida dessas pessoas especiais.
Pessoas com deficiência intelectual ou cognitiva costumam apresentar dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas (como as metáforas, a noção de tempo e os valores monetários), estabelecer relações sociais, compreender e obedecer a regras, e realizar atividades cotidianas - como, por exemplo, as ações de autocuidado.
A capacidade de argumentação dessas pessoas também pode ser afetada e precisa ser devidamente estimulada para facilitar o processo de inclusão e fazer com que a pessoa adquira independência em suas relações com o mundo.
As causas são variadas e complexas, sendo a genética a mais comum, assim como as complicações perinatais, a má-formação fetal ou problemas durante a gravidez. A desnutrição severa e o envenenamento por metais pesados durante a infância também podem acarretar problemas graves para o desenvolvimento intelectual.
O Instituto Inclusão Brasil estima que 87% das crianças brasileiras com algum tipo de deficiência intelectual têm mais dificuldades na aprendizagem escolar e na aquisição de novas competências, se comparadas a crianças sem deficiência. Mesmo assim, é possível que a grande maioria alcance certa independência ao longo do seu desenvolvimento. Apenas os 13% restantes, com comprometimentos mais severos, vão depender de atendimento especial por toda a vida.